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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Lição 6: A eficácia do testemunho cristão

   
                          07 de Agosto de 2011

                              TEXTO ÁUREO

[...] e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria e até aos confins da terra(At 1.8).

                         VERDADE PRÁTICA

Não fomos chamados apenas para usufruir dos benefícios da salvação, mas também para testemunhar do Salvador a um mundo que jaz no maligno.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Mateus 5.13-16; Romanos 12.1,2.

Mateus 5
13 - Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nade mais presta, senão para ser lançar fora e ser pisado pelo homens.
14 - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
15 - nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
16 - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

Romanos 12
1 - Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 - E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Mateus 5:13
Quando Jesus pronunciou estas palavras usou uma expressão que depois se tornou o maior elogio que se pode oferecer a homem algum. Se desejamos sublinhar a solidez, utilidade e valor de alguém podemos dizer: "Pessoas assim são o sal da Terra."  Na antiguidade o sal possuía um  valor muito grande. Os gregos costumavam dizer que o sal era divino. Os romanos, em uma frase que
em latim era algo como uma das rimas comerciais da atualidade, diziam: "Nada é mais útil que o sol e o sal" (Nil utilius sole et sale). Na época de Jesus o sal era associado com três qualidades especiais: (1) O sal se relacionava com a idéia de  pureza. Indubitavelmente sua faiscante brancura fazia com que a associação fosse fácil. Os romanos diziam que o sal era o mais puro do mundo porque procedia das
duas coisas mais puras que existem: o sol e o mar. O sal é a oferenda mais antiga dos homens aos deuses,  e até o final do culto sacrificial judeu toda oferenda era acompanhada de um pouco de sal. Portanto, para que o cristão seja o sal da Terra, deve ser um exemplo de pureza. Uma das características do mundo em que vivemos é a diminuição das exigências morais. No que respeita à honradez, a diligência no trabalho, a retidão, a moral, todas as normas estão sofrendo um processo de
relativização e rebaixamento. O cristão deve ser aquele que mantém no alto os ideais de uma pureza absoluta na linguagem, na conduta e até no pensamento. 
O que Jesus quis dizer ao afirmar que o cristão devia ser a luz do mundo? (1) Uma luz é, acima de tudo e em primeiro termo, algo cuja razão de ser é que  seja vista. O interior das casas palestinenses era muito escuro, pois tinham apenas uma abertura circular, de uns trinta ou quarenta centímetros de diâmetro,  como única fonte de iluminação durante o dia. As lâmpadas que se  usavam eram recipientes de barro, com a forma de molheiras, cheias  de azeite no qual flutuava a mecha. Do mesmo modo o cristianismo está destinado a ser visto. Como foi dito com grande acerto, "Não pode haver tal coisa como um discipulado secreto, porque ou o segredo destrói o discipulado, ou o discipulado destrói o segredo." O cristianismo de uma pessoa deve ser perfeitamente visível para todos os que a rodeiam. Mais ainda, deve ser uma profissão de fé que não somente fique de manifesto na Igreja. Um cristianismo cuja influência se detém na porta da igreja, não tem grande valor para ninguém. Deve ser mais visível até nas atividades mundanas que na Igreja. Nosso cristianismo deve ficar de manifesto na maneira de tratar o empregado que nos atende em um  escritório ou em um comércio, no modo de pedir o que desejamos comer quando vamos a um restaurante, em nossas relações com os que trabalham sob nossas ordens, ou com os que nos empregam ou ordenam, na maneira de dirigir nosso automóvel e
estacioná-lo, na atitude que  assumimos quando jogamos e nos divertimos. O cristão deve ser cristão na fábrica, na oficina, no laboratório, na escola, no sala de  cirurgia, na cozinha, na quadra de sportes de futebol, na praia, ou na  Igreja. Jesus não disse: "Vós sois a luz da Igreja"; disse: "Vós sois a luz do mundo", e isto significa que a fé que um homem ou mulher professa deve ser visível para todos em sua
vida no mundo.

COMENTÁRIO BIBLICO   BARCLAY


Introdução:

Na lição de hoje, veremos que Jesus fez uso de dois conhecidos símbolos — o sal e a luz — para descrever a dupla função do crente neste mundo tenebroso. Como sal da terra e luz do mundo, o crente, pelo Espírito Santo, conduz os perdidos até Cristo, o Salvador. É nossa responsabilidade iluminar, dar sabor e preservar o mundo da corrupção.

I. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA

1. A função de preservar. Preservar é uma das funções primordiais do sal. Ele age como um antisséptico natural, evitando a decomposição dos alimentos. Jesus usou a metáfora do sal para ensinar aos discípulos, e também a nós, que devemos ter uma atuação preservadora no mundo, onde os padrões morais são cada vez mais baixos. Como crentes, devemos ser santos em toda a nossa maneira de agir, pensar e falar (Mc 9.50). Nenhuma palavra torpe deve sair dos nossos lábios, pois, conforme afirma o apóstolo Paulo em sua epístola aos Colossenses 4.6, a nossa palavra deve ser sempre agradável e temperada com sal, para que saibamos responder a cada um como convém.
2. A função de temperar. O sal realça o sabor dos alimentos, porém ele deve ser usado com equilíbrio, pois se, por um lado, uma comida sem sal é insípida, por outro, um alimento salgado é insuportável e prejudicial à saúde. O crente deve ser como o sal, ou seja, trazer sabor e equilíbrio à vida daqueles que estão angustiados, deprimidos, desesperados e que não encontram solução para os seus problemas e frustrações. Para ser sal neste mundo é necessário que o crente ore, tenha prazer em meditar na Palavra de Deus, participe das reuniões de culto ao Senhor, ame e demonstre esse amor ajudando ao próximo (Tg 2.14-26). Viva de modo equilibrado e abundante na presença de Deus, pois há muitas pessoas que precisam de você (Lc 7.31-35).
3. Preservando e temperando o mundo. Uma sociedade deteriorada pelo pecado necessita de crentes autênticos, santos, honrados e que testemunhem ousadamente de Jesus (Lc 14.34,35; Cl 4.5,6). Primemos pela retidão e pela conduta ilibada no lar, na escola, no trabalho, na vizinhança, na igreja, etc. O crente que anda segundo a Palavra de Deus leva as pessoas ao Salvador. Há, infelizmente, os que não entram e impedem outros de entrarem no Reino de Deus (Mt 23.13-15), pois escandalizam a obra do Senhor e motivam os ímpios a murmurarem contra Deus (Rm 2.24). Muitos, apesar de crentes, são irresponsáveis, preguiçosos, desonestos, caluniadores, etc. A ética do Reino exige de nós um alto nível de comportamento em relação ao mundo; eis o nosso supremo alvo. Somente assim a nossa pregação tornar-se-á legitimamente eficaz.

II. O CRISTÃO COMO LUZ DO MUNDO

1. A luz. Assim como o sal faz a diferença na alimentação, a luz também é fundamental em um ambiente. Certa vez, o Senhor Jesus afirmou: “Eu sou a luz, do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). A luz simboliza clareza, transparência, conhecimento, direção e revelação divina. Assim como a lua reflete a luz do sol, o crente deve resplandecer os raios do “Sol da Justiça” num mundo escurecido pelas injustiças e pecado (Ml 4.2; Jo 9.5; Lc 2.32). Não podemos nos esquecer de que as trevas jamais podem sobrepujar a luz porque quando esta chega, a escuridão desaparece (1 Jo 1.5; Jo 1.9).
2. O “Pai das luzes”. Na Bíblia, Deus é chamado de “Pai das luzes” (Tg 1.17). Esta expressão mostra Deus como o Criador das luzes do universo (o sol, a lua e as estrelas), bem como o Pai de toda a iluminação espiritual. O verdadeiro cristão deve ser luz no Senhor. Antes éramos trevas, mas agora somos luz no Senhor. E por isso mesmo, devemos andar como filhos da luz (Ef 5.8) e como “astros no mundo” (Fp 2.15). Estar na luz indica possuir a graça plena de Deus para uma vida santa. O cristão é como “uma cidade edificada sobre um monte”, exposto o tempo todo perante o mundo. Somos chamados por Deus para iluminar a sociedade em que vivemos (Mt 5.16).
3. A manifestação da luz pelas boas obras. Ser discípulo significa difundir a luz de Cristo. E como isto é possível? Quando apresentamos as boas obras à sociedade onde vivemos (Mt 5.16). É através destas boas obras que a nossa luz deve brilhar. Então, o Eterno Deus será glorificado. Você foi chamado para ser como um farol da verdade do Evangelho. Não oculte, ou ofusque, a luz de Cristo em sua vida, mas deixe-a resplandecer diante do mundo através daquilo que você é, faz e diz.


III. O TESTEMUNHO DO CRENTE

1. No campo missionário. O mundo é o nosso campo missionário, o lugar onde a nossa fé é provada e evidenciada mediante o que falamos e fazemos (Tg 2.14-17). Logo, a vida cristã não deve restringir-se ao templo onde, semanalmente, reunimo-nos para adorar a Deus. A nossa fé deve ser irradiada por intermédio de uma vida santa e frutífera. Somos chamados a influenciar e transformar o mundo através de Cristo Jesus (Jo 15.16; 17.18,23).
2. Em sua comunidade. Ser sal e luz numa sociedade como a nossa implica na disposição de falar de Cristo aos milhões que perecem por não terem aceitado ainda o Evangelho. Quem não se entristece ao ouvir notícias de que adolescentes e jovens morrem todos os dias devido às drogas e ao álcool? Eles precisam desesperadamente do Evangelho. Quem não se angustia em saber que, neste exato momento, há milhares de pessoas, no Brasil, vivendo em extrema miséria espiritual, moral e material? E muitas destas pessoas estão morrendo ao nosso lado. Ignorar tal realidade e não fazer nada para amenizar essa situação é pecado: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando” (Tg 4.17 – ARA).
3. Na igreja local. A Palavra de Deus nos ensina que a manifestação da luz de Cristo através de nossas boas obras tem uma finalidade: Glorificar o Pai Celestial (Mt 5.16). Quando a nossa mensagem coaduna-se às ações que praticamos, o nome do Senhor é exaltado. Você já se perguntou o que as pessoas dizem a seu respeito e da sua igreja local? Pense nisso!


CONCLUSÃO

O sal preserva, dá sabor e equilíbrio à vida. O sal representa o nosso caráter; a luz fala do nosso testemunho. Levemos a sério o ensino de Jesus em relação às metáforas do sal e da luz. Sem perda de tempo, realizemos as boas obras para as quais fomos chamados (Ef 2.10). Não podemos desperdiçar a oportunidade de testemunhar de Cristo, iluminar o mundo e fazer o bem (Tg 4.17).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Bibliológico

“Jesus Ensina Sobre o Sal e a Luz
A pergunta de Jesus: ‘Se o sal for insípido, com que se há de salgar?’ não requer uma resposta, pois todos sabem que, uma vez que o sal se deteriora, já não pode mais ser usado para conservar os alimentos. Assim como o sal conserva e realça o melhor sabor dos alimentos, os crentes devem ser o sal da terra e influenciar as pessoas positivamente. Jesus disse aos seus discípulos que se quisessem fazer a diferença no mundo, também teriam que ser diferentes do mundo. Deus iria considerá-los responsáveis por manter a sua ‘salinidade’ (isto é, a sua utilidade). Devemos ser diferentes se quisermos fazer a diferença.
‘Vós sois a luz do mundo’
Assim como o sal faz a diferença no alimento das pessoas, a luz faz a diferença no seu ambiente. Mais tarde Jesus explicou: ‘Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida’ (Jo 8.12). Os discípulos de Cristo devem viver para Cristo, brilhando como ‘uma cidade edificada sobre um monte’, de forma que todos possam vê-los. Deverão ser como luzes em um mundo escuro, mostrando claramente como Cristo é. Como Jesus Cristo é a luz do mundo, os seus seguidores devem refletir a Sua luz” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1.ed., Vol.1., RJ: CPAD, 2009, p.38).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Bibliográfico

“Se quisermos restaurar o nosso mundo, em primeiro lugar devemos nos libertar da noção confortável de que o cristianismo é uma mera experiência pessoal, que se aplica somente à vida provada de alguém. ‘Nenhum homem é uma ilha’, escreveu o poeta cristão John Donne. Mas um dos grandes mitos de nossos dias é o de que nós somos ilhas – que as nossas decisões são pessoais e que ninguém tem o direito de nos dizer o que fazer nas nossas vidas particulares. Nós nos esquecemos facilmente de que cada decisão particular contribui para o ambiente moral e cultural em que vivemos [...]. Os cristãos são salvos não apenas de alguma coisa (o pecado), mas também para alguma coisa (a soberania de Cristo sobre toda a vida). A vida cristã começa com a restauração espiritual, que Deus opera pela pregação da sua Palavra, da oração, da adoração e do exercício dos dons espirituais em uma igreja local. Este é apenas o começo indispensável, pois somente a pessoa redimida pode ser cheia do Espírito de Deus e pode verdadeiramente conhecer e realizar o plano de Deus. Mas então devemos proceder à restauração de toda a criação de Deus, o que inclui as virtudes privadas e públicas; a vida pessoal e familiar; a educação e a comunidade; o trabalho, a política e a lei; a ciência e a medicina; a literatura, a arte e a música. Este objetivo redentor permeia tudo o que fizermos, porque não existe uma linha divisória invisível entre o que é sagrado e o que é secular. Devemos trazer ‘todas as coisas’ sob a soberania de Cristo, em casa e na escola, na palestra e na reunião de trabalho, no conselho municipal e na câmara legislativa” (COLSON, C.; PEARCEY, N. O Cristão Na Cultura de Hoje. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.36,37,39,40).


Revista CPAD 3ºTrimestre 2011



 

 

 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lição 5: O Reino de Deus através da Igreja

       

                            31 de Julho de 2011

 

 

                               TEXTO ÁUREO

Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho(Mt 11.5).


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Lucas 17.20,21; Mateus 18.1-5; Marcos 10.42-45.

Lucas 17
20 - E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior.
21 - Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós.

Mateus 18
1 - Naquela mesma hora, chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no Reino dos céus?
2 - E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles
3 - e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.
4 - Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus.
5 - E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta a mim me recebe.

Marcos 10
42 - Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas;
43 - mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal.
44 - E qualquer que, dentre vós, quiser ser o primeiro será servo de todos.
45 - Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.


Introdução

Mediante a graça divina, tornamo-nos parte do Corpo de Cristo, que é a sua Igreja (1 Co 12.27). E como seus membros, temos por missão viver e divulgar, zelosa e amorosamente, os valores do Reino de Deus neste mundo. Que jamais nos esqueçamos que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).
Se não tivermos isso em mente, fracassaremos. Mas se levarmos avante a tarefa que nos confiou o Senhor Jesus, haveremos de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra, conforme nos requer o Filho de Deus. Esta é a essência da Grande Comissão que dele recebemos.

I. O REINO DE DEUS E A IGREJA

1. Igreja, representante do Reino. Como já vimos, Deus é o criador dos céus e da terra (Gn 1.1). Toda a criação está sob o seu governo. Seu domínio, soberania e autoridade jamais terão fim (1 Cr 29.11; Jó 38.1-11; Dn 4.3). Foi Ele quem constituiu a nação de Israel (Lv 26.12), para representá-Lo diante dos outros povos da Terra. No tempo presente, comissionou a Igreja de Jesus Cristo para que o representasse neste mundo (1 Pe 2.9).
2. A Igreja é comissionada por Cristo. Em seu ministério terreno, Jesus organizou e preparou um grupo de pessoas para que saísse e proclamasse a mensagem do Reino de Deus. De acordo com o Evangelho de Mateus, o grupo veio a formar o núcleo da ekklēsia — Igreja (16.18; 18.17).
Fundada no Dia de Pentecostes, a Igreja cresceu (At 2.41), multiplicou-se (At 2.47) e continua a chamar pessoas, oriundas de todos os lugares e classes sociais, sejam homens, sejam mulheres ou crianças, para fazerem parte do Reino de Deus.
3. A Igreja na sociedade. Muitos menosprezam a Jesus Cristo, reduzindo-o a um mero fundador de religião. Por isso, cabe a Igreja apresentá-Lo como o único Salvador do mundo. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (1 Co 3.11; 1 Tm 3.15; Cl 1.13-20; 2.9). A Igreja de Cristo é a expressão visível do Reino de Deus (Mt 3.2; Lc 10.9). Você tem consciência de quem Jesus é, fez e representa?

II. O REINO DE DEUS PRESENTE NA IGREJA


1. Na pregação cristocêntrica. Uma das principais características da Igreja de Deus é a pregação cristocêntrica. Pedro, no Dia de Pentecostes, proclamou com ousadia o Cristo crucificado (At 2.36). Já o apóstolo Paulo declara com firmeza ser este o assunto principal de suas pregações: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2). A postura coerente e bíblica dos primeiros cristãos fez com que a Igreja experimentasse um crescimento quantitativo e qualitativo no poder do Espírito Santo (At 2.41,47). Cristo Jesus não deve jamais ser substituído por nenhum outro assunto em nossos cultos e pregações. Ele é o fundamento de todas as coisas. Por isso, devemos proclamá-lo com absoluta fidelidade, a fim de que as Boas Novas cheguem a toda a humanidade.
2. Na Comunhão. A palavra comunhão tem um sentido bem amplo, podendo indicar participação, comunicação, auxílio, contribuição, sociedade, intimidade e cooperação.
A comunhão entre os irmãos era a marca registrada da Igreja Primitiva, pois o seu comportamento estava alicerçado sobre os valores do Reino de Deus (At 2.42-44). Os que ainda não são cidadãos do Reino de Deus precisam ver e sentir o amor de Cristo mediante a nossa comunhão uns com os outros (Jo 13.35).
3. No Serviço. A Igreja de Cristo é um organismo vivo e sua função não se limita à proclamação do Evangelho. Ela serve ao Pai, mas também ao próximo (Mc 12.29-31). O serviço da Igreja consiste em ajudar, suprir as necessidades dos filhos e filhas de Deus. A igreja local, portanto, deve socorrer os necessitados, as viúvas e os desamparados. Suas obras sociais confirmam e legitimam a sua pregação. A prática do serviço através do “Corpo de Cristo” é um mandamento do Senhor: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31). A proclamação, a comunhão e o serviço farão da Igreja uma autêntica expressão do Reino de Deus (Tg 2.14-26).

III. QUEM É O MAIOR NO REINO DE DEUS

1. O “maior” em humildade. Jesus escolheu homens falíveis para serem seus discípulos. Estes se defrontaram, tal como acontece ainda hoje, com o orgulho e a ambição, como se vê na passagem de Marcos 9.33-37. Percebendo neles claramente tais males, Jesus tomou em seus braços uma criança, a fim de ensiná-los a respeito da humildade, simplicidade e receptividade (Mt 18.2,4).
Como servos de Deus, devemos ser os “maiores” em humildade, amor ao próximo, sabedoria, domínio próprio, fé, etc. Jesus deixou bem claro que a verdadeira grandeza não consiste nos bens materiais, na fama ou no poder. A verdadeira grandeza está num coração quebrantado, contrito e puro diante do Senhor (Sl 34.18; 51.17).
2. O maior deve ser como uma criança. Jesus usou o exemplo de uma criança para demonstrar as características que os súditos do seu Reino precisam ter. Os seguidores de Cristo carecem ser identificados como pessoas humildes e dispostas a servirem a Deus e ao próximo (Lc 22.25,26). Por que Jesus utilizou uma criança como exemplo? Porque as crianças não estão preocupadas com cargos ou posições. Elas são humildes, sinceras e manifestam a pureza de Cristo (Mt 19.13-15). Sigamos o exemplo dos pequeninos!
3. O maior deve ser servo de todos. O maior no Reino de Deus é o servo de todos (Lc 22.26,27). É o que serve aos enfermos, aos necessitados e aos feridos sem esperar nada em troca (Tg 1.27). Nisto, Cristo Jesus é o nosso supremo exemplo. Sendo Ele o Deus “bendito eternamente” (Rm 9.5), por amor de todos nós, humilhou-se e entregou-se a si mesmo como sacrifício expiador dos pecados do mundo (Ef 5.2; Fp 2.5-11). Você já pensou o quanto poderíamos influenciar o mundo se vivêssemos, de fato, como servos de todos, assim como nos reivindica a Palavra de Deus?

CONCLUSÃO

A Igreja de Cristo tem a responsabilidade de proclamar e demonstrar as virtudes do Reino de Deus a toda criatura (1 Pe 2.9). Neste mundo, nós os salvos, aqui estamos para servir ao Senhor e ao próximo (Fp 2.3,4). Um dia, estaremos para todo o sempre com o Senhor. Mas enquanto esse dia não chega, sigamos o exemplo de Cristo, que sendo Deus, tomou a forma de servo (Fp 2.5-11). Que venhamos, como Igreja do Senhor Jesus Cristo, evidenciar o Reino de Deus neste mundo através de nossa vida, testemunho e proclamação do Evangelho.






segunda-feira, 18 de julho de 2011

Lição 4: A Comissão Cultural e a Grande Comissão

                                         24 de Julho de 2011



                                                        TEXTO ÁUREO

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo(Mt 28.19).



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Gênesis 1.26-30; Marcos 16.15-18,20.

Gênesis 1
26 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.
27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
28 - E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
29 - E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.
30 - E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi.
 
 Façamos o homem. O momento supremo da criação chegou quando Deus criou o homem. A narrativa apresenta Deus convocando a corte celestial, ou dos outros dois membros da Trindade, a fim de que toda a atenção fosse dada a este  acontecimento. Alguns comentadores, entretanto, interpretam o plural  como um "plural de majestade", indicando dignidade e grandeza. A forma plural da palavra Deus, Elohim, pode ser explicada mais ou menos da mesma forma. O Senhor está representado concedendo atenção fora do comum a um assunto cheio de muito significado.
À nossa imagem (selem), conforme a nossa semelhança (demût). Embora estes dois sinônimos tenham significados separados, aqui não há necessidade nenhuma de  se fazer algum esforço  para apresentar os
diferentes aspectos do ser divino. Está claro que o homem, como Deus o criou, era distintamente diferente dos animais já criados. Ele estava em um platô muito mais alto, pois Deus o criou para ser imortal, e fez dele
uma imagem especial de Sua própria eternidade. O homem era uma criatura que o  seu Criador podia visitar e ter amizade e comunhão com ele. De outro lado, o Senhor podia esperar que o homem Lhe correspondesse e fosse digno de Sua confiança. O homem foi constituído possuidor do privilégio da escolha, até o ponto de
desobedecer o Seu Criador, Ele tinha de ser o representante e mordomo responsável de Deus sobre a terra, fazendo a vontade do seu Criador e cumprindo o propósito divino. O domínio do mundo seria entregue a esta
nova criatura (cons. Sl. 8:5-7). Ele foi comissionado a subjugar (kábash, "pisar sobre") a terra, e a seguir o plano de Deus e enchê-la com sua gente. Esta sublime criatura, com seus incríveis privilégios e pesadas
responsabilidades, tinha de viver e movimentar-se regiamente. Gênesis (Comentário Bíblico Moody)

Marcos 16
15 - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 - E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
18 - pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
20 - E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!

E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Jesus descreve nossa palavra “missões”, para a qual ainda falta ao NT o termo correspondente, com “ir e pregar”. Esta proclamação também poderia estar circulando incansável entre os crentes mais antigos. Mas este círculo foi rompido definitivamente pela Sexta-feira da Paixão e pela Páscoa. O crucificado estabeleceu uma relação de Deus com os “muitos”, e o ressuscitado com “todo o mundo”. Ele agora recebeu uma autoridade que excede à do
Jesus terreno (Mt 28.18; At 2.36; Fp 2.9ss). Ela faz os discípulos se mexer e falar diante de pessoas
estranhas.
Falta em tudo isto qualquer indício de vingança. “Evangelho” é boa notícia, não mensagem de
ameaça (cf. 1.1). O Jesus terreno já era a mão de paz de Deus estendida. Ela foi ferida e recusada.
Porém o ressuscitado agora é a mão de reconciliação, cheia de cicatrizes, que Deus novamente
estende para a sua criação desviada. Ele não a recolhe nunca e em nenhum lugar, “até à consumação
do século” (Mt 28.20). De acordo com Rm 10.21, ele a estende “todo o dia”, ou seja, durante todo o
tempo da salvação. O mundo cativado por Satanás ficará sabendo que recebeu um Senhor
incrivelmente bondoso, e é capacitado as submeter-se a ele, invocando o seu nome (At 2.21).
Diante da boa nova, a existência humana e as suas motivações se tornam assustadoramente importantes. O ouvinte está imediatamente entre morte e vida. Jesus não hesita encarar também decisões negativas. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.
O NT sabe aplicar a salvação ao presente (Lc 19.9; 2Co 6.2), mas em nossa passagem o tempo futuro
e a contraposição com a condenação sugere o pensamento na salvação “da ira vindoura” (1Ts 1.10).
Para quem ouve a boa nova, a entrada no reinado perfeito de Deus depende da fé. 
O que é fé e incredulidade, o contexto explanou muito bem aqui. Incrédula é a pessoa que depois da Páscoa ainda se comporta como se fosse antes (v. 10); que se fecha ao testemunho vivo e se desvia para o campo
das palavras (v. 11,13); que, enquanto a boa nova o cerca como o mar, conserva a sua dureza de
coração (v. 14). Crer, por sua vez, quer dizer dar ouvidos à boa nova e – como se pressupõe aqui com
freqüência – comprometer-se publicamente com esta mensagem e se deixar batizar. Todo aquele
que chega à fé também chega ao batismo, assim como aquele que se recusa a crer também não chega
a ser batizado. Por isso a menção ao batismo pode ser omitida na segunda parte do versículo.  O vínculo direto entre os termos não é “batismo e salvação”, mas “fé e salvação”, ou “incredulidade e condenação”. O
batismo está vinculado à fé. Ele é, sem sombra de dúvida, um batismo de fé. A fé poderia continuar a
ser um segredo do coração, ou afundar na vida particular do cidadão. Contudo, em obediência a Deus
e com a ajuda do Espírito Santo, ela irrompe para fora no batismo, torna-se pública, comprometida e
social (Mt 28.19). Quem fala em batismo, pensa em comunidade. 
Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem. Eles não estão vinculados a cargos, mas em primeiro lugar à fé que deixa Deus ser Deus (cf. 5.36; 9.23; 11.22s). Em segundo lugar eles fazem parte do contexto missionário, pois o fato de eles “acompanharem” pressupõe que os discípulos estão a caminho para difundir o evangelho. Conforme o v. 20 os sinais reforçam a palavra missionária, de modo que esta não chega às palavras como teoria desnuda, como afirmação rígida. Paulo não podia renunciar à confirmação das suas
palavras “por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo” (Rm 15.19). Aos coríntios,
que colocaram em dúvida sua condição de apóstolo, ele lembrou que seu ministério entre eles contara
com “as credenciais do apostolado” (2Co 12.12; cf. Hb 2.4). Não se pensa em provas convincentes;
sinais sempre podem ser mal-interpretados (3.22). Aquele que foi elevado, porém, legitima a entrada
em cena dos seus mensageiros com sinais de atenção. 

Introdução:

Como Igreja do Senhor, fomos chamados para ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13). Por conseguinte, é urgente que façamos a diferença neste presente século. Temos nós cumprido esta missão como Jesus o requer? Ou já nos tornamos insípidos?
Temos uma missão a cumprir. Não podemos perder tempo. Sirvamos fielmente ao Senhor e observemos a sua vontade, pois somente assim haveremos de alcançar nações, povos e etnias com a mensagem salvadora, libertadora e transformadora do Evangelho de Cristo Jesus.

I. MISSÃO INTEGRAL — UMA ORDENANÇA DIVINA

1. Uma responsabilidade que vai além da evangelização. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Este, porém, pecou e afastou-se de Deus. Por causa disto, recebeu a sentença sombria: a morte física e espiritual (Rm 3.23). A solução divina para tal castigo foi o sacrifício vicário de Cristo (Jo 3.16). Jesus tomou, pois, a sentença que era nossa e levou-a sobre si (Is 53.4-6). Esta verdade, narrada nos Evangelhos, deve ser proclamada pela Igreja a todo o mundo a tempo e fora de tempo (2 Tm 4.2).
Uma vez que o ser humano não é composto apenas de alma e espírito, mas também possui necessidades físicas e emocionais, a evangelização deve contemplá-lo como um todo (Tg 2.14-17). Por conseguinte, cuidemos do homem integralmente (1 Co 6.18-20; 1 Ts 5.23), promovendo a sua reconciliação com o Criador e proporcionando-lhe as condições necessárias para que ele sinta a plena comunhão da família de Deus.
2. A Missão Integral da Igreja. Proclamar a mensagem da salvação mediante a pregação e as ações que a esta se seguem, tendo sempre a visão total do homem, equivale ao que se conhece como “Missão Integral”. No primeiro século da era cristã, a proclamação do Evangelho e a diaconia (serviço) da igreja eram inseparáveis (At 4.34,35; 6.1-7). Isto fez com que a igreja em Jerusalém caísse na graça do povo (At 2.46,47). A Missão Integral é apenas uma nova expressão que abrange tudo o que a Igreja pode e deve fazer para expandir o Reino de Deus no mundo atual.
3. O marco histórico da Missão Integral. No período de 16 a 25 de julho de 1974, foi realizado na cidade de Lausanne, Suíça, o Congresso Internacional para a Evangelização Mundial sob o tema: “Que a Terra ouça a voz de Deus”. O objetivo do Congresso era discutir os rumos das missões cristãs mundiais. No final dos trabalhos, foi divulgado um documento denominado O Pacto de Lausanne. Composta de 15 artigos, a declaração resgata a noção de que a Igreja de Cristo tem uma responsabilidade terrena e celestial a cumprir: contemplar e atender a todas as necessidades do ser humano conforme o Evangelho de Cristo.


II. COMISSÃO CULTURAL — UMA CONVOCAÇÃO À IGREJA


1. Um chamado à responsabilidade. Deus ordenou a Adão e Eva que administrassem a terra, tornando-a produtiva e habitável (Gn 1.26). Desde então, cada homem faz-se responsável pela criação diante do Criador. Por isto, convida-nos Ele a refletir a respeito dos princípios e valores, que se encontram em sua Palavra, em todos os níveis de nossas relações: na família, na igreja, na escola, na empresa e nas amizades.
Isto equivale dizer que o Evangelho de Cristo não visa apenas salvar o homem do pecado e do inferno, mas também levá-lo a agir como instrumento transformador da sociedade na qual acha-se inserido. Pois, Deus nos criou como seres sociais para que cuidemos de nós e da terra que Ele nos entregou (Gn 1.28-30 cf. Ef 6.1-9). Esta é a ordenança cultural que nos confiou o Senhor.
2. Restaurando a dignidade humana. Embora a Queda tenha introduzido o pecado na história humana, a Comissão Cultural não foi anulada. Continuamos responsáveis pela administração da terra que nos destinou o Senhor (Gn 3.23). Conforme afirma Nancy Pearcey, Jesus veio restaurar no homem, sem Deus, “a dignidade originalmente concedida na criação, recuperando nossa verdadeira identidade e renovando a Sua imagem em nós”.

III. GRANDE COMISSÃO — A IGREJA PROCLAMA O EVANGELHO NO MUNDO

1. A Grande Comissão. O Senhor Jesus comissionou-nos a pregar, a batizar e a fazer discípulos em todo mundo (Mc 16.15; Mt 28.19). Esta ordenança é conhecida como a Grande Comissão. E tem como objetivos:
a) proclamar o Evangelho em palavras e ações a toda criatura; b) discipular os novos conversos, tornando-os fiéis seguidores de Cristo; c) integrá-los espiritual e socialmente na igreja local, a fim de que cresçam na graça e no conhecimento por intermédio da ação do Espírito Santo em sua vida, desfrutando sempre da comunhão dos santos.
2. O “ide”. O “ide” de Jesus significa também atravessar fronteiras. Anunciar o Evangelho em uma cultura diferente é o grande desafio da obra missionária. Não podemos desprezar a cultura de um povo a quem pretendemos evangelizar, nem impingir-lhe a nossa (1 Co 1.1,2).
A cultura de um povo deve ser avaliada e provada pelas Escrituras. Se por um lado toda cultura tem a sua beleza e bondade, pois o homem foi Criado por um Deus bom e amoroso, por outro, em consequência da Queda, as culturas foram manchadas pelo pecado e dominadas, em parte, por ações demoníacas. Você está pronto a pregar o Evangelho além de suas fronteiras? Prepare-se para este desafio.
3. A ordem é fazer discípulos em todas as nações. A palavra “nação” é a tradução do termo ethnos que se refere a grupos étnicos e não primariamente a países. Um país é uma nação politicamente definida. A etnia é um povo culturalmente definido com uma língua e cultura próprias. De acordo com alguns missiólogos, há no mundo 24.000 etnias. Quase a metade desse total ainda não foi evangelizada. Será que isto não o comove? Há milhões de pessoas que ainda não ouviram o Evangelho de Cristo. É urgente e imperioso o lema do apóstolo Paulo: “Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado” (Rm 15.20 — ARA).

CONCLUSÃO

A Missão Integral da Igreja realça a dupla vocação dos seguidores de Cristo revelada nos Evangelhos: sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). A pregação da igreja local deve refletir o que ela é, faz e diz. O Senhor busca pessoas que não apenas ouçam o Evangelho, mas que o obedeçam prontamente (Lc 6.47,48). Obedeçamos, pois, as comissões que nos entregou o Senhor, mas principalmente a Grande Comissão ordenada por Jesus (Mc 16.15) consoante o lema da Missão Integral da Igreja: O Evangelho todo para o homem todo.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“Evangelização e Cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus” (Pacto de Lausanne, Suíça, 1974).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO III


Subsidio Teológico

“Comissão Cultural
Entender o Cristianismo como uma cosmovisão de mundo é importante não somente para o cumprimento da comissão cultural — a chamada para criar uma cultura debaixo do senhorio de Cristo. Deus se importa não só com a redenção das almas, mas também com a restauração de sua criação. Ele nos chama para sermos agentes não apenas de sua graça salvadora, mas também de sua graça comum. Nosso trabalho não é somente construir a Igreja mas também construir uma sociedade para a glória de Deus” (COLSON, C.; PEARCEY. E Agora, Como Viveremos? 2.ed., RJ: CPAD, 2000, pp.53,54).
sábado, 18 de junho de 2011

Lição 12: Conservando a pureza da Doutrina Pentecostal



                                                 TEXTO ÁUREO

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem(1 Tm 4.16).

                                          VERDADE PRÁTICA

Mantendo-se firme e fiel à Palavra de Deus, a Igreja de Cristo conservará a sã doutrina no poder do Espírito Santo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


2 Timóteo 4.1-4; 2 Pedro 2.1-3.

2 Timóteo 4
1 - Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino,
2 - que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
3 - Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
4 - e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

    Contexto Histórico e Doutrinario

A última exortação do apóstolo está marcada pela total gravidade de seu próprio tempo, definitivamente final, bem como pelo impacto daquilo que ele escreveu acerca “dos últimos dias”. O ser humano de Deus, educado para a justiça, deve ser capaz de comparecer perante o Juiz de todos sem se envergonhar. Isso será possível quando Timóteo executar e consumar sua tarefa de proclamação sem arrefecer e sem temer sofrimentos.
   Mais uma vez Paulo o coloca diante do semblante divino, longe de todos os veredictos humanos.
Você está diante de Deus e do Messias, o Juiz de todos, devendo prestação de contas a ele. O que pessoas afirmam sobre você não terá importância no dia do juízo final, motivo pelo qual você deve libertar-se disso desde já, a fim de poder cumprir livremente sua tarefa, inclusive quando ela acarretar sofrimento e perseguição. “Eles, porém, hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos”. Provavelmente se trata aqui de uma fórmula já existente, tirada de uma confissão batismal. Justamente essas palavras, porém, foram escolhidas por Paulo porque nessa última carta ele vê a si mesmo e seu colaborador colocados com sagrada urgência diante daquele que trouxe e trará a
decisão entre morte e vida. Ao contrário de 1Tm 5.21, falta na presente palavra de advertência, de resto tão idêntica, a referência aos “anjos eleitos”. Paulo não emprega essa fórmula de maneira mecânica. Agora o que está diante dos olhos é o Juiz. Jesus como Messias é o Juiz que Deus destinou para julgar todo o orbe terrestre com justiça – para Paulo, isso constitui o acervo integral do evangelho e de sua proclamação. Tão certo como ele se manifestará e inaugurará o reino. Literalmente “em sua manifestação” (como em Tt 2.13) “e em seu reino”: Paulo pensa de forma muito pessoal na proximidade desse reino (v. 18, cf. 2Ts 1.5). Caso “manifestação” e “reino” sejam considerados como outras partes da fórmula, a idéia deve ser entendida assim: seu retorno futuro para o juízo, bem como sua concretização futura do reinado de Deus, atua desde já como esperança viva para o presente, por isso
ela constitui desde já o fundamento da certeza e o reforço da exortação dirigida a Timóteo. Na
expectativa convicta da volta, do juízo e do senhorio do Messias, Timóteo não precisa desanimar de seu ministério nem retroceder diante dos renitentes, pelo contrário: deve “atacar” no Espírito de poder, amor e disciplina.
Proclama a palavra, empenha-te por ela, quer seja oportuno, quer não, argúi, repreende,
exorta com toda a longanimidade e ensinamento. Proclama: na realidade “exclamar como arauto”, a tarefa central para Paulo. Aqui um breve imperativo. Emite-se uma última ordem, restrita ao mais premente e necessário. A palavra: a palavra de Deus, que não está algemada, mas cuja eficácia tampouco deve ser tolhida pela infidelidade e injustiça. Ela precisa correr, precisa poder ser falada e ouvida. Não há nada mais urgente que isso (2Tm 2.9).
     2     Empenha-te por ela (epistethi): estar à mão. Estar preparado é tudo. Esteja inteiramente disponível, presente, alerta. Agarra todas as oportunidades, pareçam elas propícias ou não. Obviamente vale também em toda essa premência: não entreguem aos cães o que é santo (Mt 7.6). 
Quer seja oportuno, quer não (eukairos akairos): nenhuma circunstância deve te impedir ou
influenciar. Opportune – importune (latim), traduz a Vulgata. Comparemos com um exemplo mais corriqueiro: nolens – volens (bem ou mal). O kairós precisa ser percebido e agarrado, remido e aproveitado, não no sentido do bordão “tempo é dinheiro”, mas tempo é salvação, é tempo salvífico para a decisão. O dia da salvação é oferta suprema e última antes do dia do juízo, uma oferta que irrompe (Ef 5.16). A exortação também poderia ter um sentido muito pessoal: anuncia, até mesmo quando pessoalmente não estás propício para isso. Caem na vista a freqüência e urgência da exortação a Timóteo. Será que ele enfrentava uma aflitiva crise? Porventura o cristianismo não corre também hoje o perigo de negligenciar o ato fundamental e único da proclamação? A pregação correta  é uma ação! Somente ela traz motivação (causa motora) e objetivo a todo fazer e deixar de fazer, a todas as boas obras, para que se tornem ações a partir da salvação recebida para a honra de Deus.
Não lamentar a dificuldade da pregação e igrejas vazias, mas entregar a mensagem com clareza e autoridade! Não se desviar constantemente para novos planos de ação, mas anunciar a palavra de Deus. Não conduzir contendas verbais e discussões teológicas, mas testemunhar o evangelho. Permanecer na palavra e transmitir a partir da palavra a boa notícia: isso é a primeira coisa, que na realidade não exclui nem substitui uma segunda e terceira, mas sem a qual todo o resto não tem chão firme sob os pés. Crisóstomo oferece o seguinte comentário sobre a passagem: “A fonte jorra sempre, até mesmo quando ninguém vem beber, é assim também com a palavra de Deus!” – Da mesma maneira o servo da palavra deveria jorrar. A premência da mensagem não se torna compreensível quando a consideramos apenas ensinamento moral, comentário para os eventos mundiais, explicação de um versículo bíblico. Proclamar significa desenhar o Cristo, o Crucificado, para os outros, significa oferecer Cristo na demonstração de Espírito e de poder, significa exclamar, colocá-lo diante do coração e da consciência dos ouvintes, para que se voltem para ele e invoquem seu nome. A “corrente da salvação” possui cinco elos, não apenas quatro: enviar, anunciar, ouvir, crer, invocar!
(Rm 10.14s). Não se deve estacionar na fé em frases ouvidas, e sim chegar à invocação do Redentor. 
Argúi (elencho): como em 2Tm 3.16!; 1Tm 5.20; Tt 1.9,13; 2.15. Convencer os que contradizem; trazer à luz os pecados; revelar um erro. A proclamação, sendo profética, desvendará de maneira concreta: tu és a pessoa!
Repreende (epitimao): castigar, criticar; 2Co 2.6!; cf. Lc 17.3. Quando teu irmão pecar, corrige-o,e quando se arrepender, perdoa-lhe: Mt 18.15; Lc 23.40; Jd 9. Como fez Paulo com o impuro em Corinto: 1Co 5.1-8,13; 2Co 3.5-11. Como fez Natã com Davi: 2Sm 13.1-15.
Exorta (parakaleo), possui sentido múltiplo: originalmente chamar para perto, buscar para
auxílio; depois rogar, solicitar, aconselhar, convidar, consolar; aqui é provável que predomine:
exortar (com severidade) e animar (com bondade); como em 1Ts 2.7-12; também 2Tm 4.8; 1Tm 2.1; 5.1; 6.2. Paulo declara aos anciãos em Éfeso: “Vigiai, pois, lembrando-vos de que, noite e dia, durante três anos, eu não cessei, com lágrimas, de admoestar a cada um de vós” (At 20.31 [TEB]). Portanto, faz parte da proclamação geral e pública o cuidado pastoral individual (argüir, corrigir, exortar), seja a dois, seja no pequeno grupo. Com toda a longanimidade: como em Cl 1.11; cf. 2Tm 2.24! Deve realmente argüir e exortar, não com dureza, porém afetuosamente e com brandura, assim como Paulo exortou com lágrimas, tão
insistentemente, sem ce-der, visando o melhor para a outra pessoa. 2Tm 3.10; 1Tm 1.16; 1Co 13.7: o amor, que suporta tudo, cf. 2Co 6.1-10. E ensinamento. Em tudo é fundamental a instrução. Quem deseja exortar sem fornecer instrução deixa de atacar a raiz do erro. Mas a instrução ainda não basta. Acrescenta-se o “treinamento” na fé (2Tm 3.16). A necessária e perseverante correção e a mudança de rumo têm de ser exercitadas com
base no permanente ensinamento. Pode-se combinar longanimidade com instrução em “instrução perseverante”. É assim que traduz Wilckens: “Argúi as pessoas, fala-lhes à consciência e exorta-as com instrução infinitamente paciente.” Uma vez que entre os pregadores freqüentemente falta a exortação fraternal mútua, muitos caem na rotina ou na resignação. A crise da pregação é uma crise dos pregadores; a mesma coisa vale para missionários e todos os servidores nas igrejas. Por isso a exortação de Paulo a Timóteo é tão atual nos dias de hoje quanto no passado: cuida de ti mesmo, da doutrina, corre atrás da justiça com todos que invocam o Senhor de coração puro. 
Porque virão tempos em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo seu próprio bel-prazer, para que lhes façam coceira nos ouvidos, mas se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
Por que não suportam a doutrina, visto que é salutar? A doutrina não confirma o que eles já sabem e são. A palavra de Deus os questiona. O servo obediente à palavra desmascara, corrige, aconselha. Outros não desejam esse serviço profético, porque lhes é muito incômodo. Desejam a religião, desejam atendimento religioso, porém não querem ser convocados ao arrependimento, à justiça e ao agir prático por amor. Os próprios profetas do AT sabiam contar a respeito da atitude consumista dos ouvintes: “Quanto a você, filho do
homem, seus compatriotas estão conversando sobre você junto aos muros e às portas das casas, dizendo uns aos outros: „Venham ouvir a mensagem que veio da parte do Senhor.‟ O meu povo vem a você como costuma fazer, e se assenta para ouvir as suas palavras, mas não as põe em prática. Com a boca expressam devoção, mas seu coração está ávido de ganhos injustos. De fato, para eles você
não é nada mais que um cantor que entoa cânticos de amor com uma bela voz e que sabe tocar um instrumento, pois eles ouvem as suas palavras, mas não as põem em prática [NVI].” A mensagem ouvida não penetra no coração, tão-somente deve adular os ouvidos. São dominados por um apetite prazeroso de novas teorias. Desejam comer e ouvir coisas picantes. As cócegas no paladar são muito próximas das cócegas nos ouvidos. A curiosidade sensitiva está mais estreitamente ligada à curiosidade pelo saber (religioso e outro) do que comumente se pensa. Da atenção franca à palavra surge a fé, razão pela qual a proclamação do evangelho não pode ser substituída por nada. Portanto, não pares de anunciar, ainda que saiam correndo e se voltem para conversas vazias e especulações inteligentes.



 2 Pedro 2
1 - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 - E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;
3 - e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Contexto Histórico e Doutrinario


 Depois que alertou contra a interpretação autocrática da palavra profética (Forma de governo na qual um único homem detém o poder supremo. Ele tem controle absoluto em todos os níveis de governo, sem o consentimento dos governados) Pedro passa a falar de uma
deturpação muito mais perigosa da profecia: Mas se apresentaram também profetas mentirosos ao
povo, assim como também haverá entre vós mestres mentirosos que introduzirão dissidências
geradoras de perdição. De fato: em Israel foi necessário travar uma luta permanente contra
pseudoprofetas, que eram profetas mentirosos, pois não apenas o conteúdo do que anunciavam era
inverídico e desencaminhador, mas já a própria reivindicação de ser “profeta” era mentira. Peculiar,
porém, é a conclusão que Pedro tira dessa circunstância: não fala como João (1Jo 4.1ss) de “falsos
profetas” nas igrejas, mas de pseudodidaskaloi = mestres mentirosos, sendo que também aqui
devemos ter em mente a mesma dupla mentira: arvoram-se em “mestres” sem terem sido chamados
por Deus como tais, e no conteúdo, trazem heresia. Aparentemente o carisma da profecia não tinha
muita importância nas igrejas às quais a carta se dirige. Importantes, no entanto, eram os “mestres” e
a doutrina trazida por eles à igreja. Também as grandes dificuldades em Corinto não remontavam a
uma “profecia” falsa no sentido estrito, mas a uma proclamação e doutrina desencaminhadoras. De
forma bem típica, exatamente como Pedro está advertindo, aconteceram também em Corinto
dissidências (1Co 1.10-17). No NT a “doutrina” desempenha um papel muito importante,
constituindo o alicerce para a edificação de uma igreja. Por isso ela também foi confiada por Deus
como dádiva e tarefa para certos “mestres” (cf. 1Tm 2.7; 1Co 12.28; Ef 4.11; Tg 3.1). Quem, no
entanto, ensina na igreja sem vocação genuína não é apenas insolente em termos humanos, mas já
por isso se torna “mentiroso” contra Deus. Arvora-se em “mestre” ao tentar abrir espaço para uma
concepção divergente da mensagem que, no entanto, vem a ser um “evangelho diferente” (Gl 1.6s).
Inicialmente Pedro não afirma nada acerca do conteúdo da nova doutrina; mas um efeito dela fica
diretamente visível para a igreja: os mestres mentirosos introduzem dissidências geradoras de
perdição. O termo grego hairesis = dissidência designa, a princípio de forma neutra, a formação de
determinados grupos e equivale à nossa palavra “partido”. Mas partidos facilmente se transformam
em dissidências e cisões que dilaceram uma igreja, introduzindo nela brigas e discórdias, como já se
evidenciara claramente em Corinto (1Co 1.10-13; 3.1-4). Aqui se trata de cisões geradoras de
perdição. É o que Pedro sublinha mediante o termo apoleias = perdição, acrescentado expressamente. Simultaneamente a palavra para introduzir, pelo prefixo parei, possui a conotação traiçoeira de
“contrabandear”.
É peculiar que Pedro escreva todo o trecho na forma futura. Será que ele constata que os hereges
estão por chegar, enquanto Judas descreve em sua carta o cumprimento desse anúncio? Porventura
isso comprova que a carta de Judas foi escrita depois de 2Pe? No entanto, no decurso do capítulo,
Pedro fala a respeito deles seguramente como de perturbadores atuais da igreja. Por isso deve ter
usado o futuro de forma não-intencional, porque viu esses “pseudomestres” prenunciados nos
“pseudoprofetas” de Israel. Na perspectiva do AT eles “estarão” presentes de forma análoga, assim
como também o juízo há muito prenunciado se “descarregará” sobre eles. Portanto não podemos
depreender nenhuma indicação cronológica neste versículo em relação à carta de Judas. Na seqüência
é dito algo, de forma sucinta mas marcante, sobre o conteúdo do ensino deles: Negando (ou:
renegando) o Senhor que os remiu, hão de trazer sobre si perdição súbita. Com essas palavras
situamo-nos diretamente no ponto que também João indica como característica dos “profetas
mentirosos” em 1Jo 4.2s; 5.6. Também o “gnosticismo” cristão empregava termos bíblicos centrais.
Pois do contrário dificilmente teria obtido acesso às igrejas. E precisamente neste mau uso dos
termos habituais reside o contrabandear que repercute aqui. Mas para os gnósticos a mensagem
central do Cristo que “veio na carne” e nos “remiu com seu sangue” era secundária, se não
constrangedora. Não consideravam o ser humano como alguém realmente perdido que por isso de
fato precisasse ser resgatado, mas dissolvem a Jesus, como diz João, negando aquele que se tornou
nosso Senhor, porque ele nos “adquiriu por alto preço” (1Co 6.19s). Ainda veremos que decorrências
práticas isso tinha de acarretar e de fato acarretou. Inicialmente Pedro apenas constata que essas
pessoas, que com certeza se portavam com grande orgulho (v. 18), não apenas ameaçavam a igreja
com cisões para a perdição, mas trazem sobre si mesmas repentina perdição. Isso não significa
obrigatoriamente que em breve serão acometidas de um infortúnio qualquer, porque a palavra para
apoleia = perdição sempre designa a “perdição eterna”. Verdade é que pode atingi-las
repentinamente, seja por ocasião da parusia do Senhor ou ao morrerem, independentemente do
momento.

 Do mesmo modo como Paulo e João são obrigados a presenciar grandes sucessos das novas
correntes, também Pedro constata que os mestres mentirosos conquistam numerosas adesões na
igreja: muitos seguirão suas libertinagens. As teorias religiosas do gnosticismo nem mesmo eram tão
sedutoras: talvez muitos membros das igrejas nem as tivessem compreendido. Porém, quando alguém
já não quer ser uma pessoa resgatada por sangue, que pertence a um Senhor e tem de obedecer a esse
Senhor com gratidão e amor, cairá em uma “liberdade” que é indisciplina e leva a libertinagens.
Afinal, em Corinto também foi a “palavra de liberdade”, mais precisamente da “liberdade” na área
sexual, que conquistou muitos membros da igreja. Pedro vê acontecer a mesma coisa nas igrejas às
quais dirigia a carta. Muitos são atraídos por uma forma de “cristianismo” na qual é lícito conduzir-se
com liberalidade sexual e ao mesmo tempo manter uma aparência de cristãos progressistas,
superiores.
Entretanto, que perigo esses muitos na igreja representam para o serviço do testemunho, do qual,
afinal, a igreja foi incumbida! Por causa desses muitos é blasfemado o caminho da verdade. Por
um lado os cristãos que agiam com liberdade desenfreada atraíam muitas pessoas, mas por outro
escandalizavam outras tantas pessoas sérias em sua busca, de modo que eram culpados pelo fato de o
evangelho ser blasfemado. Não estaremos errados ao supor que com isso Pedro pensa
principalmente em seus compatriotas israelitas. Eles tinham particular tendência para blasfemar, no
verdadeiro sentido, a mensagem de Jesus. Agora tinham motivo para apontar o dedo: “Ora, vocês
estão vendo o que resulta dessa fé em Jesus! Observem, pois, como vivem esses seguidores de
Jesus!” No entanto, também gentios sinceros em sua busca que lutavam por viver uma vida correta
sentiam-se obrigados a se afastar com ojeriza de uma doutrina que aparentemente admitia
libertinagens de todo tipo. Esse não podia ser o caminho da verdade procurado por eles.
     3     E com avidez eles vos comprarão com palavras inventadas. Não desejam ser pessoas remidas
pelo Senhor; mas pretendem comprar para si mesmas os membros da igreja. Aqui aparece outra
palavra, que por isso reproduzimos com comprar. Esta “compra” dos membros da igreja é algo
completamente diferente do remir de Jesus, que empenha seu sangue e sua vida como moeda de troca
para pessoas perdidas, a fim de resgatá-las. Abrir mão de algo em favor dos outros: isso é algo que
essas pessoas não cogitam! Pelo contrário, querem ganhar algo para si mesmas por meio de seu grande número de adeptos, a saber, evidentemente vantagens materiais. Naquele tempo as estradas
do Império Romano estavam repletas de pessoas de todo tipo, como artistas, músicos ou também
propagandistas de quaisquer cultos religiosos ou filosofias, que tentavam meios fáceis para obter
dinheiro. Por isso o fato de que também pregadores itinerantes do jovem cristianismo aceitavam
donativos ou pagamentos das igrejas (1Co 9.4-11) era algo tão natural que Paulo teve de se proteger
expressamente contra a opinião de que obtinha seu sustento pelos mesmos métodos. Portanto,
também os novos pseudomestres devem ter recebido e aceito presentes, porque adeptos
entusiasmados gostam de dar. Quanto mais membros da igreja os sedutores atraíssem, tanto mais
folgadamente podiam viver.
Eles “compram” as pessoas com palavras inventadas, por trás de cujo belo som ocultam sua
avidez. Os gregos admiravam a arte da oratória e davam enorme valor a “palavras sublimes e excelsa
sabedoria”. Já Paulo, que conscientemente evitava trazer tais coisas, teve de ouvir em Corinto que
seu discurso não tinha peso (1Co 2.1; 2Co 10.10). Conseqüentemente, também para as igrejas às
quais Pedro escreveu a proclamação apostólica poderia parecer simples e séria demais, enquanto as
espirituosas e altissonantes exposições dos novos pregadores atraíam a muitos.
Ainda que tenham sucesso e encontrem aceitação, de nada lhes adianta: Porque para eles o juízo
há muito não sossega, e sua perdição não dorme. Essa é uma formulação muito expressiva. Ao
mesmo tempo em que os falsos mestres se deleitam com o sucesso e vivem uma vida suntuosa, o
juízo sobre eles há muito já está pronto e atuante. Ainda sorriem diante de todas as advertências; mas
sua perdição não dorme. Portanto não suspeitam, em sua traiçoeira segurança, qual é sua verdadeira
condição. A parte fiel da igreja, porém, não precisa invejá-los secretamente, mas deve vê-los como
uma caça já cercada pelos caçadores, de modo que não há mais como escapar.

 

 Introdução
  Como manter a pureza da doutrina pentecostal? O que fazer para evitar que a Igreja seja vitimada pelos falsos mestres e doutores? Na lição de hoje, veremos por que a Igreja, a guardiã da sã doutrina, deve manter-se sempre alerta, a fim de não ser enganada por ensinos que, apesar de sua aparente piedade, procuram destruir a pureza dos santos, arrastando-os à heresia e, finalmente, à apostas

I. FALSOS DOUTORES E PROFETAS


1. Uma avalanche de heresias. Lamentavelmente, na atualidade, algumas igrejas pentecostais têm sido invadidas por uma avalanche de heresias e apostasias (1 Tm 4.1). Não podemos fechar os olhos aos absurdos que, sorrateiramente, têm entrado nas igrejas e chegado aos púlpitos, por intermédio de falsos mestres e pregadores que, literalmente, blasfemam o caminho da verdade com inovações doutrinárias, em nome de uma espiritualidade que não acha base na Bíblia (2 Tm 4.3). Dentre elas podemos mencionar o culto aos anjos, o uso de amuletos que “estimulam a fé”, o triunfalismo, etc (Cl 2.18).
2. Falsos mestres e falsos profetas. Orientado peio Espírito Santo, o apóstolo Pedro advertiu a igreja a respeito dos falsos mestres e líderes, que disseminam o engano entre o povo de Deus; homens presunçosos, que com os seus ensinos fraudulentos, acabam por corromper a sã doutrina. Esses pseudopregadores e mestres levam muitas pessoas a seguir suas dissoluções, “introduzindo encobertamente heresias de perdição” (2 Pe 2.1). Estes, a fim de agradar as pessoas e delas tirar vantagem, adulteram a Palavra, levando os crentes a pecar (2 Tm 4.3).
3. A falta do estudo bíblico no meio pentecostal. Se quisermos preservar a sã doutrina, precisamos voltar a priorizar o estudo da Palavra de Deus (2 Tm 3.15-17). Atualmente, muitos já não querem estudar, de modo sistemático, a Bíblia. O Senhor sempre desejou que o seu povo fosse instruído na Palavra (Js 1.8; Sl 1.2), pois ela é a luz que dissipa o engano e as trevas (Sl 119.105). Você tem se dedicado ao estudo sistemático da Palavra de Deus?
O ouvinte da pregação deve ser também um estudante da Bíblia, averiguando na Palavra a veracidade daquilo que ouve (At 17.11). Siga o exemplo do salmista: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (119.97).
A Palavra de Deus nos torna sábios para a salvação (2 Tm 3.15), santifica-nos (Jo 17.17), e leva-nos a conhecer mais profundamente ao Senhor (Os 6.3).


II. A SUTILEZA DE SATANÁS NO FIM DOS TEMPOS

1. Os ardis de Satanás. Satanás é astuto e usa de sutilezas para enganar e macular a Igreja do Senhor. Os falsos mestres e profetas utilizam vários disfarces para semear suas heresias (2 Ts 2.15). Dissimuladamente, escondem suas reais intenções e apresentam-se como ovelhas; interiormente, porém, são lobos predadores. O Senhor Jesus adverte-nos quanto a estes: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). Oremos e vigiemos (Mt 26.41a) para não virmos a cair nas muitas ciladas do Diabo.
2. Palavras persuasivas. Paulo adverte os crentes de Colossos a que não sejam enganados pelos falsos mestres (Cl 2.4). Eles empregavam palavras bonitas e raciocínio capcioso, a fim de enganar e seduzir os salvos. Tomemos cuidado para não sermos presas desses mestres do engano, dando ouvidos a espíritos enganadores (1 Tm 4.1).
3. “Ninguém vós faça presa sua”. Satanás lança mão de todos os meios possíveis para induzir ao erro o povo de Deus. Como igreja do Senhor, estejamos devidamente preparados, alicerçados na Palavra de Deus, para detectar e combater suas muitas sutilezas. A Bíblia adverte-nos: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas [...]” (Cl 2.8). Um dos maiores desafios da igreja nestes últimos dias é lutar contra os ardis e enganos do Inimigo.

III. A IGREJA É A GUARDIÃ DA SÃ DOUTRINA

1. A sã doutrina. A igreja deve preservar a sã doutrina, mas só conseguirá tal intento mediante o estudo sistemático e ortodoxo da Palavra de Deus (Tt 2.1). Ainda que alguns na atualidade não dêem a devida importância à doutrina bíblica, sabemos da sua necessidade face aos perigos espirituais que rondam a Igreja do Senhor nesta era pós-moderna.
O Senhor adverte-nos, em sua Palavra, de que nos últimos tempos haveria grande rebeldia e apostasia: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1).
Se a igreja não estiver atenta à voz do Espírito Santo e comprometida com o ensino bíblico ortodoxo, muitos crentes deixarão de amar a verdade, desviando-se da fé genuína em Cristo. Segundo a Palavra de Deus, nestes dias que antecedem a manifestação do Anticristo, haverá um tempo de grande apostasia (2 Ts 2.3,4). Redobremos a vigilância!
2. Examinemos tudo. Paulo exortou a igreja de Tessalônica: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5.21). Toda e qualquer manifestação espiritual precisa ser examinada e avaliada segundo a Palavra de Deus. Vivemos tempos difíceis, de muita heresia e engano. Como discernir o verdadeiro do falso? Podemos identificar a fonte da mensagem, dos milagres, visões ou revelações, de duas maneiras: mediante o conteúdo doutrinário (Hb 5.14), ou mediante a revelação do Espírito Santo — o dom de discernimento (At 5.1-5). O crente não pode deixar-se levar pelos sinais e manifestações sobrenaturais, sem antes ter a certeza de que a sua origem é divina (1 Jo 4.1-3).
3. Sólido mantimento. O crente deve desejar o crescimento espiritual e o alimento sólido (Hb 5.14), a fim de discernir bem todas as coisas (1 Co 2.15). Você está crescendo em sua vida espiritual? São cem anos de Assembleia de Deus no Brasil; somos uma igreja adulta, onde já não há espaço para meninices. O crente espiritual tem “fome” da Palavra de Deus e deseja buscar o leite puro, sem falsificações: “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 2.2). Muitos estão sofrendo física e espiritualmente por não estar se alimentando corretamente.

CONCLUSÃO

A igreja deve estar alicerçada nas Escrituras Sagradas para combater, com vigor e eficácia, as forças do mal, que se levantam contra o Evangelho de Cristo. Toda e qualquer atividade espiritual deve ser examinada à luz da Palavra de Deus. A igreja deve primar pela ortodoxia bíblica, não permitindo que os modismos, baseados em experiências pessoais, sejam colocados acima dos princípios das Sagradas Escrituras. 

Bibliografia:
Revista CPAD 2º trimestre
Comentário Nova Esperança


                                                                
sábado, 4 de junho de 2011

Festa Assembléia de Deus Aeroporto- filial Assembléia de Deus 1º de Maio


sábado, 21 de maio de 2011

Fim do Mundo?

Fim do mundo

O grupo evangélico cristão com sede na Califórnia lançou uma campanha mundial na qual adverte que só os verdadeiros crentes se salvarão.

Em seu site, assim como nas ruas, Family Radio adverte que "O Dia do Juízo Final é o dia 21 de maio de 2011. A Bíblia garante".

Segundo o grupo, o presidente da Family Radio, Harold Camping, chegou à conclusão que o fim do mundo será em 21 de maio de 2011 após estudar a Bíblia e porque é exatamente 7 mil anos depois do episódio que Noé se salva do Dilúvio Universal segundo, o texto religioso.

"A Sagrada Bíblia dá mais provas incríveis que no dia 21 de maio de 2011 é exatamente o momento do Juízo Final" acrescenta no site do grupo.

Family Radio considera que os não crentes sofrerão um poderoso terremoto que provocará vários meses de caos na Terra.


Se você está lendo isso agora sobreviveu ao fim do mundo anunciado pela seita  Family Radio, mais uma vez o homem tenta adivinhar o fim do mundo e falha vergonhosamente mas não é a primeira vez vejamos algumas tentativas:

Testemunhas de Jeová

Charles Russell funda o grupo em 1872, ao romper com a Igreja Adventista. No princípio chamavam-se A Torre de Vigia e posteriormente Aurora do Milênio, adotando em 1931 o nome de Testemunhas de Jeová.

A doutrina dos Testemunhas é apocalíptica; anunciaram o fim do mundo em 1914, 1925, 1976 e 1984. Não acreditam na divindade de Jesus e rejeitam a imortalidade da alma. Desde seu nascimento tiveram problemas em diversos países por negarem-se a aceitar deveres cívicos e sociais, assim como em não aceitarem as transfusões de sangue.

Mantêm-se isolados da sociedade e para isso possuem uma extensa lista de proibições para os adeptos.


  ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

A Igreja adventista tem duas origens distintas. A primeira está ligada ao nome ADVENTISTA. Não era para ser uma nova igreja, mas era uma crença na segunda vinda de Cristo pregada pelo pastor Guilherme Miller. A segunda está ligada ao nome SÉTIMO DIA, totalmente contrária a fé de Miller e implantado por uma mulher chamada Ellen G. White.

A crença do adventismo foi iniciada em 1818, por Guilherme Miller, um fazendeiro americano. Sua família foi toda batista. Havia entre seus primos alguns que eram pastores batistas. Mesmo assim desviou-se em 1810, e só regressou depois de ter servido o exército em 1814. Ao aceitar Jesus mergulhou ele num profundo exame da Bíblia. Atraíram-no particularmente as passagens de Daniel e do Apocalipse, levando-o a investigar a data mais provável do fim do mundo.

Já em 1818, fixara Miller a data do fim do mundo (ou advento, de onde vem o nome adventistas), para o ano de 1843. Diz ter ouvido uma voz interior que lhe insistiu: "Vá e di-lo ao mundo". Desde então, ajudado por muitas igrejas batistas, metodistas e congregacionais, proclamava o ADVENTO. Pregou o advento durante dez anos por toda a costa oriental dos EUA. Muitos de seus ouvintes começaram a pregar também. Assim o advento se espalhou como uma febre epidêmica.

Pessoas houve que começaram a preparar o vestuário para o dia da ascensão. Passando o ano de 1843 sem o fim do mundo, o profeta Miller marcou-o para o dia 21 de Março de 1844. Neste dia, milhares de pessoas, vestidas de branco, passaram a noite toda esperando Jesus. Foram decepcionados. Miller descobriu que estava errado. Voltou à sua congregação e pediu desculpas por tão grave erro. Até voltou a ser um pastor batista. Infelizmente o mesmo não se deu com alguns de seus seguidores, que a partir de 1844, formaram o movimento do ADVENTISMO.

De 1844 a 1860, os seguidores de Miller, sendo uma boa porcentagem deles batistas excluídos, foram conhecidos apenas como adventistas. Continuaram na insistência por datas. Quase uma por ano até o ano de 1877.

Entre os fiéis seguidores de Miller estava a senhora Ellen G. White, que, depois de ver fracassadas outras tentativas de marcação de datas, afirmou ter tido visões dos céus que lhe revelaram toda a verdade. Afirmava ela que o santuário de Daniel 8,13-14, está no céu e não na terra. Cristo teria vindo em 22 de Outubro de 1844 a esse santuário celestial. A próxima visão de Ellen foi sobre a guarda do sábado, de onde surgiu o complemento do nome Adventista do Sétimo Dia. Diz a Sra. White que teve uma visão onde havia uma arca no céu e nela estavam escritos os dez mandamentos. Dos mandamentos se destacava o quarto, porque se apresentava dentro de um círculo de luz. Entendeu ela que esse mandamento precisava receber maior atenção que os outros. Sua mensagem foi aceita pelos membros do adventismo e foi assim que surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia.


"  Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. Mateus 24.36"
 Muitos vivem como esse dia não fosse chegar, mas importa que toda palavra se cumpra como diz nosso Senhor Jesus Cristo, e  quando chegar o que diremos a Deus,como está nossa vida? Quando lia a noticia postada no Jornal Odia observei alguns comentários postados por celebridades, anônimos etc.. a totalidade tratava o caso como mera casualidade, será que o mesmo irá ocorrer na volta de nosso Senhor? com certeza sim , mas quando se derem conta o que dirão,com certeza esse será dia de grande agonia sobre  a terra, 
                                      Jesus está voltando você está preparado(a)?













sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lição 8: O genuíno culto pentecostal



                                                 TEXTO ÁUREO


Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação(1 Co 14.26).

                                          VERDADE PRÁTICA


O genuíno culto pentecostal é marcado pela reverência, ordem e profundo temor a Deus, propiciando, assim, o contínuo derramamento do Espírito Santo sobre a igreja de Cristo.



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 1 Coríntios 14.26-33,39,40.

26 - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, guando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
33 - Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.
39 - Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas.
40 - Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.



                                                                    Contexto Histórico

    
A igreja em Corinto não estava sabendo lidar coerentemente com o dom de línguas em função do seu objetivo maior: a edificação do Corpo de Cristo. Por isso, Paulo os adverte e impõe três restrições ao seu uso nas assembléias da igreja: 1) Somente duas ou três pessoas devem falar por reunião; 2) Deve falar uma de cada vez; 3) Cada mensagem ou expressão proferida deve ter sua respectiva interpretação para o vernáculo dos ouvintes (v.28).
    Os crentes que têm o dom de profecia, assim como os que têm o dom de línguas, não deveriam superar três pessoas a falar por reunião. Na época de Paulo, eram comuns os excessos e reuniões que se prolongavam por várias horas até a exaustão. Os próprios profetas deveriam julgar o conteúdo bíblico e espiritual das mensagens pregadas pelos demais profetas, pois mesmo os crentes com dom de profecia ou quaisquer líderes espirituais não são infalíveis e, portanto, devem ser avaliados com sabedoria
(com o dom de discernimento – 12.10) por toda a igreja (37; At 20.30; 1Ts 5.20).
   O dom de revelação no AT era expresso através dos profetas do Senhor, nos tempos do NT, por meio dos apóstolos e seus discípulos mais próximos. Paulo, nos capítulos de 12 a se refere a dons que são concedidos a qualquer membro da Igreja de Cristo. Podia ser uma predição, como no caso de Ágabo  (At 11.28; 21.10-11), uma orientação específica da parte de Deus (At 13.1,2) ou mensagens de edificação, exortação e consolo (v.3). Paulo enfatiza que o dom de profecia, assim como o de línguas estranhas, não são produto de qualquer êxtase emocional ou psíquico, mas são capacitações espirituais totalmente sob controle do crente.
  Em todo o NT, a expressão “em todas as assembléias (ou congregações) dos santos” é usada somente aqui e enfatiza a universalidade e a harmonia de toda a Igreja visível de Jesus Cristo, o Filho de Deus, na Terra. Portanto, todas as igrejas cristãs devem obedecer às orientações aqui expressas, a fim de que o poder e a glória do culto cristão estejam na pessoa de Cristo e não no carisma individual dos membros da igreja. Um culto sem ordem, tumultuado, e sem coerência teológica (bíblica) pode colocar o nome de Deus em descrédito diante daqueles que ainda não foram salvos. A paz e a união dos crentes em Cristo é um poderoso testemunho ao mundo (1Ts 5.23).

Introdução

Estudaremos, nesta lição, os elementos do autêntico culto pentecostal. Veremos, outrossim, os perigos que há na adoção de modismos litúrgicos que, apesar das aparências, sempre acabam por acarretar sérios prejuízos à sã doutrina e aos costumes genuinamente cristãos. Como Igreja de Cristo, ofereçamos a Deus uma adoração segundo nos prescreve a Bíblia, sem quaisquer misturas.
Adorar e cultuar ao Senhor requer reverência, rendição e amor, pois o Pai continua a buscar os que o adoram em “espírito e em verdade” (Jo 4.23,24).

Muitos querem reinventar o Evangelho, a simples verdade já não basta mais ,o que está ocorrendo em muitos lugares é a dissolução do Evangelho em uma mensagem mais ecumênica (ou seja que não mexe com os erros de ninguém),com mais cumplicidade com os "desejo$" do homem .

I. ADORAÇÃO E CULTO

1. O verdadeiro significado de culto. Será que realmente cultuamos a Deus como a Bíblia o requer? Vejamos em primeiro lugar, o que significa culto. O próprio significado da palavra “culto”, ou “serviço”, já sugere, em si mesmo, o ato de adoração que, por sua vez, implica na reverência que todos devemos prestar ao Todo-Poderoso (Sl 29.2). Cultuar a Deus significa adorá-lo, exaltá-lo, prestar-lhe a devida reverência (Sl 96.9).
Infelizmente, muitos vão ao culto, cantam e até oram, mas não adoram ao Senhor, pois o seu coração acha-se distante de sua presença (Is 29.13). O culto para os tais é apenas um ponto de encontro, um momento de interatividade social.
   Para  que a igreja tenha um culto autêntico, ela precisa entender os motivos da realização do mesmo, precisa se aperceber da sua missão de ser um instrumento de Deus para adoração do Senhor e proclamação da sua salvação, deixando de cuidar de seus interesses pessoais e voltando-se para os interesses de Deus".

2. A essência do culto a Deus é a adoração. O ato de adorar a Deus constrange-nos a submetermo-nos incondicionalmente à sua vontade (Mt 6.10) e a nos humilharmos até ao pó diante de sua presença (Gn 18.27). A mulher pecadora, que ungiu a Jesus com fino unguento, “beijava-lhe os pés” em santa adoração (Lc 7.38). Se adorar é um ato de rendição, gratidão e exaltação ao Deus que nos criou (Sl 95.6), cheguemo-nos, pois, diante do Todo-Poderoso com temor e tremor, reconhecendo-lhe o senhorio sobre nossas vidas.  
  Deus se compraz naqueles que o buscam com um coração puro e sincero, e alegra-se naqueles que o adoram “em espírito e em verdade” (Sl 15.1-5; Jo 4.23,24). Por conseguinte, não devemos prestar-lhe culto como se estivéssemos a barganhar-lhe as bênçãos e os favores. Há muitos que, desprezando a soberania divina, passam a determinar seus “direitos” e a decretar suas “posses” como se o Senhor lhes fosse um mero empregado. Isso é falta de reverência e temor diante dAquele a quem devemos adorar pelo que é e pelo que já fez por nós (Jo 3.16; Ef 2.8,9; 1 Jo 4.19; Ap 4.10). 
  Esta estória de determinar é interessante por que se vê poucos determinando  a si mesmos serem um bom servo,servirem  a Deus e as pessoas, com seu tempo, seu dinheiro,seus dons, suas  vidas...

3. Adoração completa e incondicional. Se todo culto é um ato de adoração, nem todo ato de adoração é necessariamente um culto. Os judeus dos tempos de Isaías e Miqueias não sabiam fazer tal distinção, por isso o Senhor repreendeu-os energicamente (Is 1.11; Mq 6.3-8). Aliás, até mesmo nossas atividades profissionais têm de ser realizadas como atos de sincera adoração ao Senhor (Ef 6.5-9). O que isto significa? A vida do crente deve ser um contínuo ato de adoração e louvor a Deus (Sl 146.1).
A convicção do trabalhador  cristão  é que cada trabalho que realiza deve ser suficientemente bom para apresentá-lo a Deus.

II. COMPOSIÇÃO DO CULTO PENTECOSTAL

1. Liturgia do culto pentecostal. Apesar de suas características, o culto pentecostal também possui a sua liturgia. Mas o que significa liturgia? Não devemos assustar-nos diante dessa palavra, nem tê-la como sinônimo de formalismo. Liturgia, de acordo com o grego, significa serviço público. Nesse sentido, o culto cristão pode ser definido como um serviço que, em espírito e em verdade, prestamos a Deus (Sl 100.2).
Paulo apresenta a liturgia ideal para o culto cristão: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 12.26). Embora a igreja em Corinto fosse autenticamente pentecostal, o seu culto deveria primar pela boa condução: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40). O culto deve ser racional e consciente, conforme exige a Palavra de Deus (Rm 12.1). Caso contrário, ou cairá no formalismo, ou em algo desordenado e sem forma.
Queremos deixar bem claro que a liturgia realmente bíblica jamais impedirá a manifestação do poder de Deus, batismos com o Espírito Santo, curas divinas, milagres e, principalmente, salvação de almas.
2. Elementos do genuíno culto pentecostal. Vejamos, a seguirmos elementos que, de acordo com Paulo, devem compor o verdadeiro culto cristão:
a) Leitura da Palavra. No Antigo Testamento, a leitura e a dissertação das Sagradas Escrituras tinham um sentido especial no serviço de adoração a Deus (Ed 8.1-12). Na Igreja Primitiva, quando o Novo Testamento ainda não havia sido escrito, os crentes utilizavam as Escrituras do Antigo Testamento em suas reuniões (At 2.42; 17.11).
Por conseguinte, o verdadeiro culto de adoração a Deus não pode ficar sem o ensino ou a pregação bíblica. A sua igreja ouve regularmente a leitura da Palavra de Deus? O culto sem a leitura e a explanação das Sagradas Escrituras é incompleto.
 Os louvores são de extrema importância afinal de contas Deus habita entre os louvores no  entanto a palavra ou pregação é o auge do culto e quantos tem desprezado isto, no momento da palavra se ausentam  da Igreja , conversam,riem fazem qualquer coisa menos prestar atenção a mensagem e isto ocorre em todos círculos da igreja  e o resultado disto é uma Igreja fraca espiritualmente e carente da palavra de Deus.

b) Cânticos na adoração. Uma das formas mais expressivas da adoração cristã é manifestada através de hinos e cânticos (Ef 5.18-21). Infelizmente, essa área da liturgia cristã muito tem sofrido com a proliferação de músicas que, sublimando o homem, minimizam o Senhor. Por outro lado, glorificamos a Deus porque nosso hinário oficial, a Harpa Cristã, tem como o seu primeiro compromisso exaltar o Senhor além de cantar as doutrinas da Bíblia Sagrada.
   O que tem ocorrido no meio evangélico nos últimos tempos tem sido a profissionalização do Louvor, ou seja, muito tem vivido de cantar e louvar, quantas vezes ouvimos pedidos de oração para determinados irmãos poderem lançar seus "cd's" e viverem da obra, e muitos no afã de vender mais e mais tem buscado inspiração em desejos humanos  , se desviando totalmente da vontade de Deus. Há louvores que não falam de Deus em momento algum e quanto se referem a este é como mero coadjuvante pronto para servir.

 c) As orações e as ofertas voluntárias. Os crentes na Igreja Primitiva, por não disporem de templos, oravam nas casas. Os de Jerusalém oravam também no Santo Templo (At 3.1; 4.23,24; 12.12). Além da oração, eles adoravam a Deus com a entrega voluntária de dízimos e ofertas (1 Co 16.2; 2 Co 9.7; Fp 4.18). A oração e a intercessão jamais devem ausentar-se do culto pentecostal. Tão importante quanto o louvor, a pregação a oração é parte vital do culto,como já foi estudado em semestres passados a oração é uma das principais formas de comunicação com Deus que dispomos , também fazem parte da adoração a entrega voluntária e de bom grado dos dízimos e ofertas para a casa do Senhor.

III. MODISMOS LITÚRGICOS

1. Adoção de movimentos estranhos ao cristianismo do Novo Testamento. A maneira como uma igreja adora ao Senhor reflete a sua crença e os seus valores. A igreja Primitiva, por exemplo, era autenticamente pentecostal tanto na forma quanto no conteúdo: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.42.43).
   O segredo do avivamento, por conseguinte, não se acha na adoção de modismos litúrgicos nem na criação de gestos e posturas artificiais que, mostra a experiência, sempre acabam por roubar a reverência do culto cristão. O verdadeiro avivamento espiritual torna-se realidade quando a igreja se volta à Palavra de Deus (2 Cr 34.15). A partir daí, a igreja não mais se escraviza à liturgia, porque a sua preocupação, doravante, será adorar a Deus através de um culto ordeiro e decente. Sua adoração também será demonstrada por meio de um serviço cristão completo: evangelismo, missões, ensino sistemático das Escrituras, assistência social, etc. Isto é avivamento.
2. Cultos exóticos. Há tantas inovações e exotismos invadindo nossos cultos, que, algumas dessas extravagâncias, em nada diferem do misticismo pagão. Recomenda-nos Paulo: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus” (Cl 2.18).
Infelizmente, tais coisas não ficaram no passado. Haja vista as igrejas que, ao invés de adorar ao Criador, acabam por adorar a criatura, por causa da ênfase que dão aos seres angélicos. Ora, que os anjos existem, todos sabemos. Mas eles existem para ministrar aos santos e não para serem adorados por estes (Hb 1.14). A presença mais importante no culto cristão é a do Espírito Santo. Cuidado, pois, com esses elementos estranhos ao culto pentecostal.

CONCLUSÃO

Você tem cultuado a Deus conforme recomenda a Bíblia? Cultuar ao Senhor não é apenas ir à igreja e se reunir com os irmãos, pois muitos vão à casa do Senhor, mas não lhe prestam culto; não passam de meros expectadores. Adoremos a Deus, pois, em espírito e em verdade.


 Bibliografia:
Revista CPAD 2º trimestre
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia Myer Pearlman 


  


EBD

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