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quinta-feira, 24 de março de 2011

Lição 13- Paulo testifica de Cristo em Roma

 
"E,na noite seguinte, apresentando-se lhe o Senhor, disse : Paulo tem ânimo ! Porque, como de mim testificaste em Jerusálem, assim importa que testifiques
também em Roma . " ( At 23.1 ) ."

                                                              VERDADE PRÁTICA
  A principal e a mais urgente missão da Igreja é a evangelização de todos os povos e nações.

 Chegamos a13º lição, estamos finalizando este trimestre falando sobre a ultima viagem de Paulo , vejamos comos os fatos se desenvolveram durante esta viagem , Paulo esta a bordo  de um navio com destino a Roma quando se inicia uma tempestade e os homens se vêem obrigados a realizar um “alívio de emergência”, ou seja, lançar ao mar parte da carga, a fim de aliviar o navio, mantendo-o assim mais alto sobre o espelho da água.
     No terceiro dia segue-se todo o “equipamento” dispensável. De nada adiantam, porém, todas essas
medidas. “E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas”, a tripulação fica à mercê da “grande tempestade”, sem qualquer possibilidade de orientação.Por fim, “toda a esperança de sermos salvos nos desamparava”. Desânimo, mal-estar, enjôo levam ao ponto de ninguém mais querer comer. Todos estão sentados ou prostrados, em soturna falta de esperança, no estreito recinto que um navio daquele tempo reservava aos passageiros. No dia seguinte, quando a tempestade persiste, os homens se vêem obrigados a realizar um “alívio de emergência”, ou seja, lançar ao mar parte da carga, a fim de aliviar o navio, mantendo-o assim mais alto sobre o espelho da água.
     No terceiro dia segue-se todo o “equipamento” dispensável. De nada adiantam, porém, todas essas medidas. “E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas”, a tripulação fica à mercê da “grande tempestade”, sem qualquer possibilidade de orientação.Por fim, “toda a esperança de sermos salvos nos desamparava”. Desânimo, mal-estar, enjôo levam ao ponto de ninguém mais querer comer. Todos estão sentados ou prostrados, em soturna falta de esperança, no estreito recinto que um navio daquele tempo reservava aos passageiros. No presente texto o “nós” demonstra como o próprio Lucas ainda se recorda do clima de desespero que se apoderou de todos no navio, também dele mesmo. Tanto mais surpreendente é a atitude que ele presencia em Paulo: “pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, na verdade, era preciso terem- me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda. Mas, já agora, vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio.” Paulo é diferente de todos os demais, até mesmo dos marinheiros e soldados. Por quê? Será devido a seu caráter humano? Contudo, nesse sentido também poderíamos esperar atitude semelhante de um oficial como Júlio. Será que Paulo está tranqüilo por causa de suas ricas experiências de salvamento de dificuldades sobre o mar? Mas o capitão e a tripulação também devem ter passado por tais experiências. Contudo, como outrora na prisão de Filipos, Paulo tem aquela “conexão” com outro poder, que torna tudo diferente para quem crê. Não depende de seu caráter e de suas experiências, ou seja, de certa forma de si mesmo, mas passa esses dias difíceis em oração. É capaz de dizer a seu Senhor: “Senhor, não devia eu chegar em Roma? Será que me salvaste de todos os perigos em Jerusalém e Cesaréia para que me afogue aqui?” Através de um mensageiro de Deus ele recebe a resposta clara: “Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César!” O anjo traz também a alguém como Paulo aquela palavra de consolo que pode ser ouvida tantas vezes na Bíblia: “Não temas!” Nesse aspecto fica claro o que acabamos de dizer. Também Paulo, como ser humano, não está imune ao medo naqueles dias terríveis. Escuridão das nuvens dia e noite, tempestade uivante e vagalhões ruidosos, perigo de vida a cada hora, dias a fio - que coração não ficaria temeroso? De nada adianta o consolo humano nesta situação. Mas os mensageiros de Deus podem nos convocar com poder a não termos medo. Afinal,conhecem o Único que tem tudo em sua mão e pode mudar tudo, até mesmo no mar bravio. Contudo, Paulo também tem outra preocupação. “Serei salvo sozinho? O que será de Júlio, que foi tão amável comigo? O que será de todas as pessoas aqui no navio? “Eis que teu Deus te deu de presente todos os que navegam contigo” . Assim, Paulo se posiciona com certeza de fé entre os desanimados. Naquela ocasião, quando os advertiu para não prosseguirem, talvez tivessem dado de ombros a respeito de seu “pessimismo”. Agora constatam que sua palavra é impactante! E no presente caso ela é uma palavra de encorajamento. Que agora não a tomem por “otimismo”, mas também se apercebam um pouco de Deus, o qual tem a vida deles nas mãos. Agora ele pode tornar-se o mensageiro de Deus para os outros e passar adiante o “Não temas!” que lhe fora entregue: “Portanto, senhores, tende bom ânimo!” Com toda a clareza ele expressa diante dessa multidão de mescla religiosa aquilo em que se apóia: não em ponderações e esperanças humanas, mas no Deus vivo. “Pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito.” Nessa situação se torna palpável o que é “fé”: numa situação sem perspectivas, confiar simplesmente na promessa de Deus e contar incondicionalmente com seu cumprimento. E quando eles perguntam como, afinal, poderá acontecer um salvamento, Paulo responde: “É necessário que vamos dar a uma ilha.” Essa é novamente uma palavra profética, pois encontrar uma ilha no mar Adriático é a mais improvável das possibilidades. Ao mesmo tempo não deve ficar oculta a seriedade de Deus. Escaparão com vida, porém o navio e a carga serão perdidos. Isso atinge o proprietário do navio e o capitão, que não quiseram dar ouvidos à advertência do servo de Deus.

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Tópico 1 - Viagem de Paulo a Roma 

Agora Paulo se embarcou em sua última viagem. 
Há duas coisas que devem ter alegrado seu coração. Uma foi a bondade de um estranho, já que durante toda a viagem Júlio, o centurião romano, tratou a Paulo com uma amabilidade e uma consideração que não eram mera cortesia. Diz-se que pertencia à coorte de Augusto. Pode ser que se tratou de um regimento especial que agia como enlace entre o imperador e as províncias. Bem pode ter sido que quando Paulo e Júlio se enfrentaram se reconhecessem como homens valentes. 
Em segundo lugar, vem a devoção de Aristarco. Sugeriu-se que havia só uma forma em que Aristarco pôde acompanhar a Paulo nesta última viagem e teria sido inscrevendo-se como escravo do apóstolo. É bem provável que preferisse ser seu escravo a separar-se dele, e a lealdade não pode ir mais longe.

A viagem começou seguindo a costa até Sidom. O próximo porto que deviam tocar era Mirra, mas as  coisas eram difíceis. O vento que prevalecia nessa época do ano era o vento oeste e só se podia chegar a
Mirra passando por debaixo de Chipre e remontando a costa em uma rota ziguezagueante. Em Mirra encontraram um barco de Alexandria com destino a Roma. Possivelmente levasse um carregamento de cereais, pois o Egito era o celeiro da Itália. Se olharmos o mapa, veremos a longa volta que tinha que fazer, pois  esses fortes ventos do oeste impossibilitavam a viagem direta. Para zarpar diretamente a Itália poderia ter cruzado o Mar Egeu, mas os ventos não o permitiam, e depois de vários dias de lutar contra eles se escorreu a vento de Creta, e chegou a um pequeno porto chamado Bons Portos.
 
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2-Paulo na ilha de Malta: A ilha é pequena, com cerca de 29km de extensão e 13km de largura . Está situada entre a sicília e a costa africana . Provalmente seja o local identificado como " baia de S. Paulo". Na época de Paulo , Augusto alojou , no local ,veteranos aposentados do exército. A população falava , além do grego ,sua lingua Fenícia . um fato interessante sobre essa passagem é quando Paulo está recolhendo lenha para alimentar uma fogueira para o aquecimento dos náufragos e uma víbora que fugia do fogo pica a sua mão,geralmente quando isto acontecia a vítima tinha poucos minutos de vida, mas Paulo simplesmente a sacode e ela caiu no fogo, os nativos quando viram isto ficaram maravilhados , eles criam em uma entidade chamada Dike  a deusa da justiça e achavam que esta punia o apóstolo , mas Paulo servia ao Senhor dos Exercitos e aquela víbora não podia lhe causar mal algum conforme está escrito em Marcos 16 : 18 "Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão." e de fatos estas coisas aconteceram por que houve muitas curas naquela ilha dentre as quais podemos citar a do pai de Públio .
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 3-Paulo chega a Roma: Os náufragos haviam permanecido três meses em Malta. Visto que, conforme Plínio, a navegação recomeçava em torno do dia 7 de fevereiro, o naufrágio deve ter ocorrido no começo de novembro. Agora parte um navio – novamente alexandrino – que passou o inverno no porto de Malta.
Em Siracusa, a importante cidade portuária na costa leste da Cicília, o navio permaneceu três dias, provavelmente para descarregar parte da carga e carregar novas mercadorias. A seguir atravessam e foram costeando até Régio, a primeira cidade na própria Itália. Depois de um dia de espera começa um vento sul que leva o navio num bom percurso de dois dias de duração até Putéoli, no golfo de Nápolis.os passageiros costumam desembarcar em Putéoli, a fim de percorrer a pé o caminho até Roma. Por isso Putéoli não deixava de ser uma cidade portuária importante, por meio da qual passava todo o tráfego de viajantes do leste e do sul do Império. Essa deve ser a razão pela qual – diferentemente de Siracusa e Régio – já exista ali uma igreja cristã. Ela também constitui mais um testemunho da atividade de pessoas simples e anônimas, que não podiam deixar de falar sobre Jesus
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II- O Evangelho é proclamado na capital do Império:

1-Prisão Domiciliar:
Chegado em Roma, Paulo tem uma situação inesperadamente boa. “Foi permitido a Paulo morar por sua conta.” Não é citada a autoridade romana específica que lhe concede essa permissão. Na tradução de Lutero conhecemos a versão do texto Koiné: “O centurião entregou os prisioneiros ao comandante do acampamento, mas a Paulo foi permitido morar por sua conta, fora do quartel.” Isso, porém, deve ser uma ampliação posterior por meio de um copista, que sentia falta das necessárias informações. Seja como for, a situação de Paulo é relativamente amena e agradável. A qualquer momento pode receber pessoas em sua moradia e manter diálogos. Sem dúvida, não deixa de ser um prisioneiro. Mora “em sua companhia o soldado que o guardava”, e a cujo braço está acorrentado. Paulo nunca estava realmente sozinho, nem mesmo à noite para dormir. Igualmente podia ler a Bíblia e orar apenas na constante presença de um estranho. Necessidades e incômodos pessoais dos mensageiros não são “dignos de nota” no NT. Nenhuma vez ouvimos a menção de uma queixa ou de indícios de comiseração. Paulo deve ter aproveitado a noite como “vigília para orar” e falar com seu Senhor, sobretudo enquanto o soldado que o guardava dormia a seu lado. 
2- Apologia entre judeus:
O homem que, inocente, foi “desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos”, cujos graves sofrimentos em sua maioria vieram da parte de judeus, que se encontra diante do tribunal de César unicamente por causa do ódio de seus compatriotas israelitas, procura também em Roma como primeira coisa o contato com os judeus: “três dias depois, ele convocou os principais dos judeus” a comparecerem em sua casa. Que fidelidade indelével para com Israel, na qual se espelha algo da fidelidade imutável de Deus. Os judeus de Roma atendem a seu convite, sinalizando que de sua parte ainda não assumiram uma posição definitiva contra o jovem cristianismo e contra Paulo.

                                                                  Conclusão 
 Na seqüência, também em Roma acontece, durante dois anos, o trabalho missionário entre os gentios, dentro das limitações impostas pela prisão de Paulo. Mas, dentro do possível, acontece “com toda a intrepidez, sem impedimento algum”. Paulo não pode falar ao ar livre diante de grandes assembléias. Mas é procurado por pessoas, às quais pode comunicar a grande mensagem do reino de Deus e dar ensino preciso sobre o “Kyrios Jesus Cristo”. O título “Kyrios=Senhor” assume uma conotação muito diferente aqui na capital do “kyrios Nero”! De modo muito mais poderoso do que nossa desgastada expressão “Senhor”, ele afirma que Jesus Cristo é o soberano do mundo e o portador da salvação divina para todos os espaços e tempos da história do mundo até o grande dia de seu retorno.
Por intermédio de Filemom 10 temos conhecimento de um daqueles numerosos visitantes que naquele tempo procuravam Paulo em seu alojamento: o escravo fugitivo Onésimo, que agora, por meio de Paulo, encontra o acesso a Jesus e à verdadeira liberdade. Quantos outros podem ter sido aqueles que nesses dois anos experimentaram a transformação de sua vida junto de Paulo! “Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara.” Essa formulação mostra com clareza que Lucas sabia que houve uma mudança após dois anos. Será apenas aquela mudança que vemos refletida em Fp 1.12s, onde Paulo evidentemente foi transferido para os quartéis e perdeu a liberdade de movimento de que desfrutava? Será a mudança em direção da sua morte? Nesse caso dependemos totalmente de suposições. Por um lado dispomos da tradição eclesiástica que fixa a morte de Paulo no ano de 64 d. C. Então a transferência para o quartel apenas anunciaria o estágio decisivo de seu processo, que conforme sua própria expectativa em Fp 1.25s resultaria em sua absolvição. Mais tarde Paulo deveria ter sido novamente detido e trazido ao tribunal, sendo
condenado à morte como cidadão romano. As assim chamadas “cartas pastorais” (1 e 2Tm e Tito) somente podem ser entendidas como cartas genuínas de Paulo se o tempo de detenção em Roma foi seguido de outro tempo de atuação – obviamente outra vez no leste, e não na Espanha. Por outro lado, porém, consta a afirmação resoluta de Paulo em At 20.25: “Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto.” Será que Lucas escreveria isso se soubesse que Paulo obteve outra vez a liberdade e tornou a visitar o leste? Também seria difícil de compreender que Lucas tenha encerrado sua obra nesse ponto embora tivesse conhecimento do desfecho favorável do processo, bem como de uma nova atuação de Paulo. A não ser que realmente  tivesse projetado um terceiro volume de sua obra, para descrever essa atuação posterior de Paulo, como supõem alguns. Em contrapartida, se ele e seus leitores sabiam que depois desses dois anos sucederam a intensificação da prisão, o processo e a morte, então essa conclusão de seu livro de fato  seria grandiosa e conseqüente. Então a última coisa que o leitor de At visse diante de si deveria ser a imagem de Paulo que, “durante dois anos com toda a intrepidez, sem impedimento algum”, prestava o serviço de testemunha na cidade de Roma, previsto por Jesus e viabilizado apesar de tantos empecilhos e perigos. O que veio depois era do conhecimento do leitor. Mas não tem importância. At
ainda não conhece a glorificação dos mártires, que mais tarde se tornou tão determinante na igreja. Com que brevidade e objetividade At narrou a morte de Tiago! Também alguém como Paulo não é importante como mártir, assim como o próprio Paulo considerou sua morte apenas como acréscimo, como “libação” sobre o verdadeiro “sacrifício da fé” da igreja (Fp 2.17). Também os grandes instrumentos eleitos de Jesus sofrem e morrem como o próprio Senhor predisse. Mas o evangelho continua. “A palavra de Deus não está

amordaçada.” Das mãos dos que morrem cai a bandeira da vitória da mensagem de Jesus. Mas sempre há outros que a acolhem e que na medida de sua incumbência “pregam o reino de Deus, e, com toda intrepidez, sem impedimento algum, ensinam as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”.


Bibliografia:
Revista CPAD-  Jovens e Adultos 1ª Trimestre de 2011
wikipédia- Enciclopédia on line
Guia do Leitor da Biblia


  
sexta-feira, 18 de março de 2011

Lição 12- As viagens missionárias de Paulo

                                                  
                                                    
                                         Lição 12- As viagens missionárias de Paulo


                                                                  Texto Áureo
                          

"E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado." (At 13.2)."

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                                                 VERDADE PRÁTICA
  A expansão da igreja é um processo que envolve a ação do Espírito Santo e a obediência irrestrita do crente ao mandato evangelístico de Jesus.

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  Contexto Histórico:
     Os capítulos 13 e 14 de Atos nos  relatam a história da primeira viagem missionária. Paulo e Barnabé saíram de Antioquia. Esta cidade estava a uns vinte e quatro quilômetros da desembocadura do rio Orontes de modo que em realidade zarparam  de Selêucia que era o porto de Antioquia. dali cruzaram o mar para com o Chipre. Pregaram em Salamina e Pafos. Zarparam desta  última e atracaram em Perge, em Panfília, que era uma província costeira. 
  Penetraram no continente e chegaram a Antioquia da Pisídia. Quando a situação se tornou perigosa prosseguiram e chegaram a Icônio que estava a uns cento e cinqüenta quilômetros de Antioquia. Mais uma
vez suas vidas se viram ameaçadas e deveram ir a Listra que estava a uns trinta e cinco quilômetros. Depois de ter sofrido um ataque muito sério e perigoso passaram a Derbe, cuja localização ainda não foi identificada.
Dali voltaram a seu ponto de partida, passando por Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia. Dali foram à província costeira de Panfília. Esta vez pregaram em Perge. Logo tomaram o barco em Atalia, que era o
porto principal de Panfília, e zarparam para com Selêucia, retornando a Antioquia. A viagem durou perto de três anos. 
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Tópico 1 - A primeira viagem missionária: Vamos conhecer algumas da cidades citadas neste tópico. 

1-Antioquia:


Antioquia da Siria-Também conhecida como Antioquia de Orontes, devido ao nome do rio que corta suas terras, esta cidade foi um dos principais refúgios dos cristãos durante as primeiras perseguições contra a igreja. O nome desta cidade vem, do nome de Antíoco, um dos principais monarcas seleucidas que governaram a região depois da morte de Alexandre.Antioquia da Síria foi fundada por volta de 300 a.C., por Seleuco I, que a fez sua capital. É nesta situação política, de sede dos seleucidas, que é muito citada no Livro dos Macabeus, que relatam as revoltas contra o poderio romano. Um dos chefes dessa revolta hebreia contra o poder helenizador, Judas Macabeu, foi levado preso para Antioquia.
Em 64 a.C. os romanos apoderaram-se da região, transformando-a na sua província da Síria, continuando Antioquia a ser a capital administrativa. Grande metrópole da antiguidade, na época da vida de Jesus, segundo Flavio Josefo teria cerca de meio milhão de habitantes. Seria a terceira cidade do império, depois de Roma e de Alexandria.


2-Chipre: 

Salamina  cidade portuária de Chipre

Chipre é uma ilha situada no Mar Mediterrâneo oriental ao sul da Turquia, cujo território é o mais próximo, seguindo-se a Síria e o Líbano, a leste.Foi anexada ao Império Romano em 58 a.C. e um século depois o cristianismo difundiu-se por todo o território. No século I da era cristã chegou um grande contingente de refugiados judeus, expulsos pelo imperador Adriano no ano 116. Chipre ao longo de sua história foi ocupada pelos egípcios, assírios, persas, gregos, romanos, turcos e britânicos até conquistar a sua independência. Hoje a língua mais falada naquela ilha é o grego chipriano que alcança 82% da população revelando a forte influência da conquista de Alexandre, O Grande. Barnabé era natural de Chipre, onde possuía terras (Atos 4:36-38), que vendeu, doando o dinheiro para a igreja em Jerusalém. Quando Paulo regressou a Jerusalém, depois de sua conversão, Barnabé o levou até os apóstolos (Atos 9:27) 

3- Panfília: (em latim: Pamphylia) era uma pequena província romana situada na costa Sul da Ásia Menor,. Embora o tamanho dessa província possa ter variado no decorrer dos anos, considera-se comumente que a Panfília tenha sido uma faixa ao longo da costa, de cerca de 120 km de comprimento e até 50 km de largura. Limitava com a província da Lícia, ao Oeste, com a província romana da Galácia, ao N, e com o Reino Selêucida da Síria, ao Leste. Na costa, o clima da Panfília era quente e tropical, ao passo que ia ficando mais moderado à medida que a pessoa passava à altitude maior dos Montes Tauro.

4-Icônio: é uma cidade da Turquia situada na região de Anatólia Central, de acordo com o capítulo 1 dos Atos, ao chegarem na cidade, Paulo e Barnabé teriam feito um discurso em uma sinagoga onde uma grande multidão de judeus e gregos converteram-se ao cristianismo. Os judeus não convertidos organizaram um motim juntamente com os gentios, com o objetivo de os apedrejarem, o que obrigou Paulo e Barnabé a fugirem para as cidades de Listra e Derbe, situadas na Licônia.
No entanto, apesar da perseguição sofrida pelo apóstolo, a Igreja foi estabelecida na cidade e viria a ser visitada por Paulo em ocasiões posteriores, tanto no retorno de sua primeira viagem missionária como em outras. Paulo escreveu uma epístola às comunidades cristãs da Galácia, a Epístola aos Gálatas.

5-Listra: Era uma antiga cidade da província romana da Licônia e que passou a fazer parte do sul da Galácia, depois que esta outra província veio a ser ampliada, provavelmente na época de Augusto. Situava-se a cerca de 30 km a sul de Icônio, a atual Konya, e teria sido um dos locais por onde o apóstolo Paulo anunciou o Evangelho em suas viagens missionárias, conforme relata o livro de Atos do Novo Testamento da Bíblia. De acordo com o capítulo 14 de Atos, após ter escapado da perseguição em Icônio, Paulo e Barnabé foram tratados como Júpiter e Mercúrio, tendo impedido, com muita dificuldade, que as multidões lhes oferecessem sacrifícios de adoração.Depois disso, alguns judeus incrédulos de Antioquia e de Icônio teriam vindo a Listra a fim de incitar a multidão para que apedrejasse Paulo, o qual, milagrosamente, sobreviveu e seguiu para Derbe. entraram na cidade para evangelizarem e numa ocasião foi curado um paralítico de nascença. Por causa disso, os habitantes de Listra pensaram que os dois missionários fossem a encarnação dos deuses pagãos
Apesar da perseguição sofrida, a Igreja foi estabelecida em Listra que chegou a ser visitada novamente pelo apóstolo ao retornar de sua primeira viagem missionária e em outras ocasiões.

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Tópico 1 - A segunda viagem missionária.
 A segunda viagem missionária de Paulo ocorre entre os anos de 51 a 53 da era comum, em que depois de percorrer por terra algumas regiões da Ásia Menor, Paulo recebe um aviso em uma visão sobrenatural em Trôade para atravessar para a Europa e pregar nas cidades da Macedônia e da Acaia.
Nesta segunda expedição, Paulo é acompanhado por Silas e anuncia o Evangelho também em Neápolis, Filipos, Anfípolis, Apolônia, Tessalônica, Beréia, Atenas e Corinto, de onde retornam para à Ásia Menor, desembarcando em Éfeso. Porém, desde que atravessou a província da Galácia, Timóteo havía juntado-se ao grupo, tornando-se um outro importante colaborador do apóstolo.
Em Filipos, Paulo é preso após ter libertado de uma possessão demoníaca uma escrava que fazia adivinhações, porém é milagrosamente libertado à noite através de um terremoto.
Na cidade de Atenas, Paulo faz um discurso no Areópago, na colina de Marte, mas poucos se convertem.
É na cidade de Corinto que Paulo funda uma importante igreja, onde é ajudado por um casal de judeus, Áquila e Priscila que também lhe ajudam até Éfeso.
De Éfeso, Paulo navega então para Cesaréia, apresentando-se em seguida para a igreja de Jerusalém.
Durante a sua segunda viagem missionária Paulo escreveu duas Epístolas: I Tessalonicenses, escrita de Corinto, 52 A.D. II Tessalonicenses, escrita de Corinto, 53 A.D.
Abaixo um mapa com o itinerário feito pelos Apóstolos:













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Tópico 3- A terceira viagem missionária. 

A terceira viagem missionária de Paulo ocorre entre os anos de 54 a 57 da era comum e teve por objetivo fortalecer os discípulos nas novas igrejas na Ásia Menor e Grécia.Tal como nas missões anteriores, Paulo sempre parte da igreja onde congregava em Antioquia, de onde segue por terra até Éfeso, passando por Tarso, Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia.Nesta expedição, Paulo dá mais atenção à igreja de Éfeso onde acontecem milagres e o apóstolo sofre a oposição dos ourives que lucravam fabricando imagens da deusa Diana , provocando um grande tumulto na cidade.Após a confusão, Paulo segue para a Macedônia e Acaia onde visita as igrejas.De volta à Ásia, Paulo reúne-se com a igreja de Trôade, ocasião em que é presenciado um milagre de ressurreição de um jovem que havía despencado da janela do terceiro andar ao adormecer durante o prolongado discurso proferido por Paulo.Ao desembarcar em Mileto, Paulo tem um comovente encontro com os presbíteros da igreja de Éfeso.Deixando Mileto, Paulo passa por Tiro e Cesaréia, indo novamente apresentar-se em Jerusalém, sabendo que lá iria ser preso. 

Abaixo um mapa com o itinerário feito pelos Apóstolos:

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Conclusão: 

Como vimos foram feitas três grandes viagens pelos Apóstolos , cheias de perigos e dificuldades mais eu deixei esta ultima viagem para lhes falar no final , se trata da viagem de Paulo a Roma que que  ocorre entre os anos de 59 e 60, a viagem foi turbulenta, tornando-se perigosa depois que o navio já se encontrava em Creta, quando todos foram surpreendidos por um forte tufão quando navegavam pelo lado sul da ilha.Enfrentando uma longa tormenta, o navio afastou-se de Creta vindo a naufragar em Malta, onde Paulo permaneceu por três meses em terra curando os enfermos da ilha. Em Malta, tem-se o relato de mais um milagre ocorrido quando Paulo é picado por uma serpente e sobrevive sem sentir nenhum efeito do veneno da víbora. Depois disto, Paulo chega a Roma sendo muito bem recebido na cidade onde passa a aguardar o seu julgamento em custódia domiciliar, por dois anos, pagando por sua própria conta o aluguel de uma residência. Ali recebe vários judeus e lhes anuncia o Evangelho, entre os quais alguns crêem e outros não.Segundo a tradição Paulo foi decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70. A  historia que começou em Jerusalém quase trinta anos atrás  finalizou em Roma. É nada menos que um milagre de Deus. A Igreja que no início de Atos podia ser facilmente dividida em dezenas, agora não podia ser numerada em centenas de milhares. A história do Crucificado de Nazaré tinha percorrido todo mundo em seu curso de conquista e agora abertamente e sem impedimento estava sendo pregada em Roma, a capital do mundo. O evangelho alcançou o centro do mundo e pode ser proclamado livremente, no entanto esta historia ainda não terminou o evangelho será pregado até  a volta de nosso Senhor Jesus , você tem se empenhado nesta obra? é urgente cumprimos o  ide de Cristo a tempo e fora de tempo.

Bibliografia:
BIBLOS - O CD DA PESQUISA BÍBLICA
COMENTÁRIO BIBLICO   BARCLAY, Introdução e síntese do Novo Testamento  Nova Esperança
Revista CPAD-  Jovens e Adultos 1ª Trimestre de 2011
wikipédia- Enciclopédia on line

 

quinta-feira, 10 de março de 2011

O primeiro Concílio da Igreja de Cristo

                
                                        
 Texto Áureo 

"Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá." (At 15.28,29 ARC Fiel).
                
  Podemos crer que o assunto de aceitação dos gentios estava na balança; mas Tiago falou. Sua posição foi muito importante. Ele era o líder da Igreja de Jerusalém. Sua liderança não se baseava em um posto oficial; era em realidade uma liderança moral que lhe foi concedida por ser um homem muito especial. Era irmão de Jesus. Cristo ao ressuscitar lhe apareceu especialmente (1 Cor. 15:7). Era uma coluna da Igreja (Gál. 1:19). Era tão constante na oração, que se dizia que seus joelhos eram tão duros como as de um camelo, de tanto ajoelhar-se e por tanto tempo. Era um homem tão bom que era chamado Tiago o Justo. E além disso — o que era extremamente importante — guardava a Lei rigorosamente. Se este homem que era coluna e coroa da ortodoxia ficava do lado dos gentios, então estava tudo solucionado. E Tiago o fez.
Seu critério era que os discípulos deviam ser aceitos na Igreja sem travas nem obstáculos. Mas mesmo que lhes permitisse entrar, seguiria em pé o assunto do trato social cotidiano Como ia poder associar um judeu ortodoxo com um gentio? Para facilitar as coisas, Tiago sugeriu que os gentios guardassem certas regras.
  Deveriam abster-se das contaminações dos ídolos. Esta era uma norma com respeito à comida. Um  dos grandes problemas da Igreja primitiva era o da carne oferecida aos ídolos. Paulo o considera longamente em 1 Coríntios 8 e 9  e demosnstra ser  virtualmente impossível viver em uma cidade grega sem enfrentar-se diariamente com o problema de comer carne que tinha sido oferecida em sacrifício aos ídolos ou aos deuses pagãos. Para alguns dos coríntios este assunto não representava um problema. Sustentavam que seu conhecimento superior lhes tinha ensinado que os deuses pagãos não existiam, e que portanto era possível que um cristão comesse sem remorso carne que tinha sido oferecida aos ídolos. Em realidade Paulo tem duas respostas para  este assunto. Uma delas não aparece até o capitulo 10:20. Nessa passagem Paulo  esclarece que apesar de que ele está de acordo com que esses deuses pagãos não existem, sentia que os espíritos e os demônios existiam, e que em realidade se ocultavam atrás dos ídolos e os utilizavam para desviar os homens da adoração do verdadeiro Deus. Mas nesta passagem Paulo utiliza um argumento muito mais simples. Diz que em Corinto  havia aqueles que  durante toda sua vida, até o momento, tinham crido sinceramente nos ídolos e nos deuses pagãos, e esses homens, de espírito simples, ainda não podiam libertar-se totalmente dos ressaibos da crença em que um ídolo em realidade significava algo, apesar de ser falso. Estes homens teriam remorsos de consciência cada vez que comessem dessa carne. Não poderiam evitá-lo; instintivamente sentiriam que estavam fazendo algo mau. Assim, pois, Paulo argumenta dizendo que se fosse estabelecido que não há perigo em comer carne que foi oferecida aos  ídolos se estaria danificando, ofendendo e confundindo a consciência dessas pessoas. E seu argumento final é que, embora algo nos pareça  sem importância, se machuca a outros, devemos deixar  o de lado, devido ao fato de que um cristão nunca deve fazer nada que seja pedra de tropeço para seus irmãos. Nessa passagem que se refere a coisas tão remotas há três grandes princípios que consideramos eternamente válidos.
1-O que é seguro para um homem pode não sê-lo para outro. Tem-se dito, e é certo, que Deus tem sua própria escada secreta para entrar em cada coração; e é igualmente certo que o diabo tem também sua própria escada secreta e ardilosa. Pode ser que sejamos o suficientemente fortes para resistir certo tipo de tentações, mas também pode ser que outros não o sejam. Pode ser que existam coisas que para nós não representem uma tentação mas que sim sejam tentações violentas para outros, e portanto, ao considerar se faremos ou não uma coisa, devemos pensar não só em seu efeito em nós mas também em outros.
2-Não terei que julgar nada,  unicamente do ponto de vista do conhecimento, terei que fazê-lo tendo em conta o amor. O argumento dos coríntios mais adiantados era que consideravam o ídolo como nada,
seus conhecimentos os levaram a superar a idolatria. Sempre existe certo perigo no conhecimento. Tende a que o homem seja arrogante; tende a que se sinta superior e despreze o  homem que não está tão adiantado
como ele; tende a fazê-lo desconsiderado com aqueles que considera ignorantes. Mas o ter consciência de uma superioridade intelectual é algo perigoso. Nossa conduta deveria ser guiada sempre não pelo pensamento de que sabemos mais, mas sim pelo amor considerado e benévolo por nosso próximo. E bem pode ser que por ele tenhamos que deixar de fazer e dizer coisas que bem poderíamos fazer e dizer .
3-Tudo isto nos leva à verdade maior de todas. Ninguém tem direito a reclamar um direito, recorrer a um capricho, ou exigir uma prerrogativa que possa ser a ruína de outrem. Pode ser que conte com a força e a vontade para manter-se em seu lugar; mas não só deve pensar em si mesmo; deve pensar no irmão mais fraco. Um prazer que possa ser a ruína de outrem não é um prazer, é um pecado.
   Deviam abster-se da fornicação. Diz-se que a única virtude nova que o cristianismo trouxe para a humanidade foi a castidade. Os cristãos deviam ser puros em um mundo impuro.  Deviam abster-se de coisas estranguladas e de sangue. Para os judeus o sangue representava a vida. Diziam isto porque quando alguém
sangrava a vida também minguava.  Portanto o gado era morto e se tentava em tal forma que se sangrava totalmente, porque o sangue era a vida e esta pertencia a Deus. De modo que os gentios foram ordenados
comer unicamente carne preparada  à maneira judaica. Se não se observavam estas simples normas não poderia haveria trato algum entre judeus e gentios; mas observando-as se destruía a última barreira. 
Dentro da Igreja e da comunidade humana ficou estabelecido desde esse momento em diante que judeus e gentios eram um.

I - Concílio
1- O QUE É UM CONCÍLIO
Definição. Originária do vocábulo latino concilium, a palavra concílio significa conselho, assembléia. O concílio, por conseguinte, é uma reunião de representantes da Igreja, cujo objetivo é deliberar acerca da fé, doutrina, costumes e disciplina eclesiástica.
Os concílios são, naturalmente, um esforço comum da Igreja, ou parte da Igreja, para a sua própria preservação e defesa, ou guarda e clareza da Fé e da doutrina. Assim, quando parte da Igreja se encontra em necessidade, ou está ameaçada, as autoridades eclesiásticas locais talvez entendam como sendo prudente a convocação de um concílio.
2-Os concílios no Antigo Testamento. O primeiro concílio da ve­lha aliança deu-se quan­do Moisés congregou os anciãos de Israel para declarar-Ihes o plano de Deus para libertar os hebreus do Egito (Êx 4.29) Moisés e Arão reuniram todos os anciãos de Israel e disse-lhes sobre os eventos que ocorreriam em breve, incluindo sinais para a libertação.. A partir daí, muitos foram os concílios convocados quer pelos reis, quer pelos profetas, para tratar das urgências nacionais e das crises que surgiram ao longo da his­tória de Israel no Antigo Testamento (2 Cr 34.29; Ed 10.14; Ez 8.1).
Os concílios em o Novo Testamento. Os apóstolos reuni­ram-se em três ocasiões distintas, para decidir sobre pendências na comunidade cristã. A primeira vez para eleger Matias em lugar de Judas Iscariotes e aguardar a chegada do Consolador; a segunda para instituir o diaconato; e a terceira, para discutir as imposições que os judaizantes buscavam impor sobre os cristãos gentios (At 1.12-26; 6.1-15; 15.6-30).
II. A IMPORTÂNCIA DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM
A terceira reunião dos após­tolos, que viria a ser conhecida como o Concílio de Jerusalém, foi tão importante e vital à Igreja de Cristo que dela dependia o futuro do Cristianismo. Se os apóstolos houvessem cedido à pressão dos judaizantes, a religião do Nazareno extinguir-se-ia em mera seita judai­ca. Mas os dirigentes da Igreja, ins­trumentalizados pelo Espírito Santo, houveram-se com sabedoria e firme­za, possibilitando que o Reino de Deus, transcendendo as fronteiras de Israel, se universalizasse até aos confins da terra.
O Concílio de Jerusalém foi modelar desde a convocação até as suas derradeiras decisões.
Convocação. O Concílio de Jerusalém foi convocado pelos apóstolos sob as instâncias de Paulo e Barnabé. Enviados pelas igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia, requeriam eles fosse tomada uma resolução urgente quanto a este problema: deveriam os gentios observar também os costumes e ritos judaicos, incluindo a Circuncisão?
Presidência. Sendo a figura de Pedro preponderante entre os santos da circuncisão, conclui-se tenha ele presidido o Concílio de Jerusalém. Em todos aqueles acalo­rados debates, o apóstolo agiu com sabedoria, moderação. Tudo fez por preservar a unidade da Igreja no Espírito Santo.
Debates. As discussões são acaloradas. Extremados na defesa do farisaísmo, exigiam os judaizan­tes: "É necessário circuncidá-Ios e determinar-Ihes que observem a lei de Moisés" (At 15.5 - ARA).
Em seguida, Pedro levanta-se e põe-se a historiar como os gentios, por seu intermédio, vieram a con­verter-se a Cristo. Para calar a boca aos adversários, indaga o apóstolo: "Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais pude­ram suportar; nem nós? Mas cremos que fomos salvos pela graça do Se­nhor Jesus, como também aqueles o foram" (At 15.10,11 - ARA).
Depois da exposição de Pedro, os também apóstolos Paulo e Barna­bé tomam a palavra. Faz Lucas esta observação: "Então toda a multidão silenciou, passando a ouvir a Bama­bé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios" (At 15.12 - ARA).
O pronunciamento de­cisivo de Tiago. Apesar de sua reputação conservadora, sai Tiago, irmão do Senhor, em defesa dos santos gentios e da universalidade da Igreja de Cristo: "Pelo que, Julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se conver­tem a Deus, mas escrever-Ihes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de ani­mais sufocados e do sangue" (At 15.19,20 - ARA).
II. A CARTA DE JERUSALÉM
Encerrados os debates, deci­dem os apóstolos enviar uma en­cíclica às igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia, por intermédio de Paulo, Barnabé, Judas e Silas, expondo as resoluções tomadas no Concílio de Jerusalém (At 15.27-30). Resoluções estas, aliás, que se fizeram univer­sais tanto em relação ao tempo quanto ao espaço; tornaram-se con­temporâneas dos cristãos de todas as eras. Em resumo, o documento trata dos seguintes temas:
Da salvação pela graça. Deixam os apóstolos bem patente o seu apoio ao evangelho que Paulo proclamava aos gentios: a salvação pela graça (At 15.11).


Da comida sacrificada aos ídolos. A carta circular dos apóstolos é bem clara: "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos" (At 15.29). Terá essa recomendação alguma serventia para nós hoje? Além das festas juninas e dos doces distribuídos no dia de Cosme e Damião, há muitos banquetes consagrados aos deu­ses das riquezas, às divindades do poder corrupto e corruptor, e aos demônios da permissividade moral e do relativismo ético. Outrossim, cuidado com os restaurantes que, logo na entrada, expõem a sua divindade como se fora um mero folclore. Não é folclore; é demônio mesmo.
Da ingestão de sangue e de carne sufocada. Parece uma recomendação banal? Nada na Bíblia pode ser banalizado. Ouçamos e obedeçamos à encíclica apostólica: "Que vos abstenhais [..,] do sangue, da carne de animais sufocados" (At 15.29 - ARA). Receitas culinárias que empregam o sangue como um de seus ingredientes contrariam as leis divinas. Leia Gênesis 9.4.
Das relações sexuais ilí­citas. Num século tão promíscuo e leniente como este, a recomendação dos santos apóstolos não haverá de ser esquecida: "[..,] que vos abste­nhais das relações sexuais ilícitas" (At 15.29). O que é uma relação sexual lícita? É a praticada no âmbito do casamento entre um homem e uma mulher. Logo, o sexo antes e fora do casamento é ilícito e pecami­noso (Êx 20.14; Ap 22.15). Pecado também é o homossexualismo tan­to masculino quanto feminino (Lv 18.22; Rm 1.26-27; 1 Co 6.9).
A voz dos apóstolos não pode ser calada pela "lei da mordaça".

Bibliografia:
BIBLOS - O CD DA PESQUISA BÍBLICA
COMENTÁRIO BIBLICO   BARCLAY, Introdução e síntese do Novo Testamento  Nova Esperança
Revista CPAD-  Jovens e Adultos 1ª Trimestre de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lição 10 - O Evangelho propaga-se entre os gentios.

Lição 10 - O Evangelho propaga-se entre os gentios.

Contexto Histórico:
Vamos recordar um pouco sobre a  atitude judia para com os gentios Os judeus criam que Deus só considerava a eles  e que as outras nações estavam totalmente fora de sua misericórdia e privilégios. Os judeus realmente estritos não podiam ter nenhum contato com os gentios e nem sequer com um judeu que não guardasse a Lei. Havia duas coisas em particular que um judeu estrito jamais fazia. Nunca teria um convidado, nem seria hóspede de alguém que não observasse a Lei.  Recordando isto, vejamos o que fez Pedro. Quando os emissários de Cornélio chegaram à porta — e notemos que conhecendo a posição judia não transpassaram a porta — Pedro os convidou a entrar e lhes ofereceu sua hospitalidade (v. 23). Quando Pedro chegou a Cesaréia, Cornélio o recebeu na porta, sem dúvida  alguma pensando que Pedro não transpassaria a soleira, e o apóstolo entrou (v. 27). As barreiras estão começando a desaparecer da maneira  mais surpreendente. Isto é algo típico da tarefa de Cristo.Nos tempos primitivos uma das características do cristianismo era que rompia as barreiras; e ainda pode fazê-lo quando existe a oportunidade. 

1. Os gentios no A.T.
Definição de gentio: A palavra gentio designa um não-israelita e deriva do termo Latim "gens" (significando "clã" ou um "grupo de famílias") e é muitas vezes usada no plural. Os tradutores cristãos da Bíblia usaram esta palavra para designar colecticamente os povos e nações distintos do povo Israelita.
 Como sabemos Deus criou primeiramente Adão e Eva e  estes pecaram contra Deus quando tomaram do fruto da arvore do bem e do mal, como criacionistas que somos sabemos que toda a humanidade descende deste casal, quando a Biblia se refere a gentios esta falando de todos aqueles que não fazesta em parte do povo hebraico , esta separação começa a ficar mais evidente a partir da chamada de Abraão.

1.1. Um Novo começo com Noé.
. As condições morais dos dias de Noé   dias haviam deteriorado ao ponto em que Deus determinou inundar o mundo inteiro. Assim, ele selecionou Noé para construir um barco para preservação da vida na terra, e para pregar ao povo a respeito do julgamento devastador que estava se aproximando (2 Pedro 2:5). O Novo Testamento elogia Noé como um modelo de fé e justiça (Hebreus 11:7).
Os filhos de Noé Sem, Cão e Jafé foram pais das três grandes famílias da humanidade. Sem foi o primeiro mencionado,  ocupando o lugar da liderança e destaque nos planos divinos para os povos. Os semitas seriam os líderes espirituais dos homens. Os escolhidos de Deus dentro dessa linhagem ensinariam a religião de Jeová ao mundo. Sabemos que o Messias devia vir através dos descendentes de Sem. Jafé seria o pai de um grande ramo do mundo gentio. Seus descendentes se espalhariam por toda parte em busca de lucros e poder material. Seriam prósperos e excessivamente poderosos. Cão seria o pai de outro  ramo dos gentios, incluindo os egípcios, etíopes, abissínios e grupos afins. Seu filho Canaã, foi o pai dos grupos chamados cananitas, habitantes de Canaã, mais tarde desalojados pelos hebreus.

2- Os gentios no Novo Testamento
 Poderíamos começar este tópico citando João 3:16 " Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." este sem duvida é um dos textos áureos da Bíblia , com o advento da morte e ressurreição de Cristo a porta se abriu para todos . Em Atos percebemos a principio certa reserva em relação aos gentios , vemos que após o episódio de Cornélio e Pedro que a visão começa aos poucos se modificar e com Paulo ela prossegue ,trazendo tema para nossos dias ainda temos muita reserva em relação a outros povos e sua cultura  é preciso programar o evangelho trancultural dentro de nossas igrejas, tratamos dos mais diversos assuntos mais nos omitimos em relação a este tipo de evangelho tão necessário nesta virada de século só para termos uma idéia há 25% da população mundial, ou seja, 1,5 bilhões de pessoas, nunca ouviram do evangelho sequer uma vez. Porém, se falarmos em número de povos, vamos descobrir que da tabela dos 11.874 povos, 3.915 deles nunca ouviram do evangelho. E o que dizer das 340 etnias indígenas brasileiras, das quais 121 não possuem presença missionária evangélica, enquanto que 06 têm situação indefinida. Há 69 línguas indígenas sem tradução da Bíblia. Será que estas pessoas não o direito de ouvir pelo menos uma vez na vida a mensagem de salvação?É urgente tratarmos destas questões dentro e fora de nossas igrejas.

3-Judeus e Gentios unidos por Deus mediante a cruz.
 Aqui temos a Igreja de Cristo formada por todos aqueles que são lavados e remidos no Sangue do Cordeiro, um corpo bem ajustado e em pleno exercício de suas funções, vivemos em uma época onde A divisão religiosa em nossa sociedade é vergonhosa. Muitas pessoas estão confusas num mundo com muitos nomes diferentes de igrejas. Alguns destes nomes honram certos homens, enquanto outros ressaltam pontos doutrinários específicos. A unidade dos salvos é baseada no nome e na doutrina de Cristo. Devemos fazer tudo pela autoridade de Jesus ou em seu nome (Colossenses 3:17). "Não há salvação em nenhum outro. . . nome" (Atos 4:12). Esta unidade é possível somente quando falamos e pensamos a mesma coisa, que é a doutrina de Cristo (1 Coríntios 1:10). Quando os homens começam a seguir outros homens, perdem a unidade com Cristo e seu povo (1 Coríntios 1:11-13). Divisões e contendas acontecem na igreja, em parte, porque algumas pessoas se identificam somente com nomes humanos. Paulo argumentou que deveríamos identificar-nos somente com o Senhor que servimos. Jesus foi crucificado por nós e somos batizados em seu nome. Jesus, e não homens merecem nossa dedicação e honra. Os verdadeiros seguidores de Deus são partes da igreja que pertence a Jesus.

Bibliografia:
BIBLOS - O CD DA PESQUISA BÍBLICA
COMENTÁRIO BIBLICO   BARCLAY, Introdução e síntese do Novo Testamento  Nova Esperança
Revista CPAD-  Jovens e Adultos 1ª Trimestre de 2011

EBD

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