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sábado, 30 de abril de 2011

Lição 5: A importância dos Dons Espirituais ,1 de Maio de 2011

                                                                  Texto Áureo
                          
          “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes(1 Co 12.1).
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                                                 VERDADE PRÁTICA
 Os dons espirituais são concessões do Espírito Santo, objetivando expandir, edificar, consolar e exortar a Igreja de Cristo, para que ela cumpra, eficaz e plenamente, a missão que Deus lhe confiou.
___________________________________________________________________________________________________
 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


1 Coríntios 12.1-11.

1 - Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 - Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.
3 - Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 - Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.


Contexto Histórico:

Na Igreja de Corinto estavam ocorrendo as coisas mais surpreendentes através da ação do Espírito Santo, mas em uma era de êxtase e entusiasmo pode haver uma excitação histérica, auto-engano e enganos totais assim como atos verdadeiros, e tanto neste como nos próximos dois capítulos Paulo fala a respeito das verdadeiras manifestações do Espírito. Esta é uma passagem muito interessante devido ao fato de que contém duas frases que eram gritos de batalha.

(1) Contém a frase  Jesus seja amaldiçoado [12:3, NVI]. Havia quatro formas nas quais podia surgir esta frase terrível. 

(a) Poderia ser utilizada pelos judeus. As orações na sinagoga incluíam regularmente uma maldição  a todos os hereges e apóstatas, e 1 Coríntios Jesus figuraria entre eles. E mais ainda, como Paulo bem o sabia (Gálatas 3:13), a lei judaica estabelecia: "Maldito seja aquele que é pendurado no madeiro." E Jesus tinha sido crucificado. Não seria estranho ouvir os judeus pronunciando seus anátemas sobre esse herege e criminal que os cristãos adoravam. 

(b) É bem possível que os judeus fizessem que os prosélitos que se viam atraídos pelo cristianismo pronunciassem esta maldição ou fossem excomungados de todo culto judeu. Quando Paulo estava relatando a Agripa seus dias de perseguidor,  disse: "E muitas vezes, castigando-os em todas as sinagogas, forcei-os a  blasfemar" (Atos 26:11). Uma das condições para permanecer na sinagoga deve ter sido pronunciar uma maldição contra Jesus Cristo. 

(c) Seja como fosse na época em que Paulo estava escrevendo, é verdade que mais tarde, nos dolorosos dias da perseguição, os cristãos eram obrigados por seus perseguidores a amaldiçoar a Cristo ou morrer. Na época de Trajano, a prova de Plínio, governador de Bitínia, era exigir das pessoas acusadas de ser cristãs que amaldiçoaram a Cristo.  Quando Policarpo, o bispo de Esmirna, foi detido, o procônsul Estácio Quadrado exigiu o seguinte: “Diga: ‘Fora os ateus’, jura pela divindade do César e blasfema contra Cristo.” E esta foi a grande resposta do ancião bispo: “Servi a Cristo por oitenta e seis anos, e nunca me fez nenhum mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?” Chegou certamente o momento em que os cristãos se viram confrontados com a escolher amaldiçoar a Cristo ou morrer. 

(d) Existia a possibilidade de que até dentro da Igreja, alguém num estado de delírio semi-enlouquecido gritasse: "Maldito seja Jesus." Nessa atmosfera histérica podia ocorrer qualquer coisa e poderia dizer-se que se tratava da obra do Espírito. Paulo estabelece que ninguém pode dizer uma palavra contra Cristo e atribuí-la à influência do Espírito.

(2) Mas junto a isto está o grito de batalha cristão Jesus é o Senhor. Enquanto a Igreja primitiva não tinha um credo, esta simples frase era seu credo (ver Filipenses 2:11). A palavra era kurios e era tremenda. Era 1 Coríntios o título oficial do imperador romano. A exigência dos perseguidores sempre era: “Diga: ‘César é  Senhor’ (kurios)." É a palavra grega por meio da qual se traduzia o nome santo de Jeová na tradução grega do Antigo Testamento. Quando um homem podia dizer "Jesus é Senhor", significava que outorgava a Jesus a fidelidade suprema de sua vida e a suprema adoração de seu coração. Devemos notar que Paulo cria  que um homem só podia dizer: "Jesus é o Senhor", quando o Espírito o capacitava a fazê-lo. O Senhorio de Jesus não era tanto algo que o homem podia descobrir por si só, como algo que Deus, em sua graça lhe revelava.


 Introdução:
O apóstolo Paulo foi o homem que Deus inspirou para escrever e ensinar a respeito dos dons do Espírito Santo (1 Co 12.1-31; 14.1-40). Muitos pentecostais, hoje, parecem desconhecer por completo a origem bíblica e os propósitos dos dons, bem como a doutrina bíblica em geral sobre eles (1 Co 12.7). Como a ignorância sempre acaba por acarretar prejuízos à Obra de Deus, estudaremos nesta lição a respeito deste tema tão relevante à Igreja de Cristo: Os dons espirituais na Igreja.

I. OS DONS ESPIRITUAIS                                        

 

1. O significado da palavra “dom” e o crescimento da Igreja. Na língua grega, a palavra “dom” está no singular — charisma (At 2.38). O termo tem mais de um sentido, pois há dons naturais (habilidades, aptidões e competências inatas), dons ministeriais (Rm 12.7,8) e dons espirituais (1 Co 14.1).
O livro de Atos relata que, na Igreja Primitiva, havia abundante manifestação de dons espirituais, e que estes ajudavam a promover a expansão e o crescimento do Evangelho, apesar de tanta oposição e dificuldades (At 5.12-16). A Igreja é o corpo de Cristo e a característica de um corpo são é que cada parte do mesmo realiza sua  própria função para o bem da totalidade. Mas unidade não significa  uniformidade, e portanto, dentro da Igreja há distintos dons e distintas funções; mas cada um deles é um dom do mesmo Espírito, e cada um deles está destinado não para a glória do membro individual da Igreja, mas para o bem da totalidade.

2. A concessão dos dons espirituais. Os dons espirituais acham-se disponíveis à Igreja de Cristo (At 2.39). Entretanto, não esperemos recebê-los como prêmio por algum serviço prestado a Deus. Sua concessão não depende de méritos pessoais; depende única e exclusivamente da vontade soberana do Espírito Santo (1 Co 12.7). Ele quer que os utilizemos para a edificação, exortação e consolação da Igreja de Cristo, a fim de que esta cumpra a missão redentora que lhe confiou o Senhor (Mt 28.19,20; Mc 16.17-20).
3. A manifestação do dom. De acordo com Stanley Horton, teólogo pentecostal, os dons são como “faculdades da Pessoa divina operando no ser humano”. Ou seja, o Espírito Santo manifesta-se através dos dons espirituais concedidos aos crentes (1 Co 12.7-11). Qual o propósito destas manifestações? Não é para o nosso deleite, ou demonstração de superioridade espiritual, mas para o fortalecimento e eesantificação da Igreja (1 Co 12.7; 14.12). Hoje é comum ligarmos a TV e ver alguns movimentos que fazem um verdadeiro show em relação aos milagres,entrevistam espíritos imundos , prometem de tudo , um dia destes encontrei no  youtube um vídeo onde um pastor promete trazer a pessoa amada em sete dias! Não é preciso pensar muito para saber de onde este sujeito tirou isso.

 

II. OS DONS DO ESPÍRITO SANTO E A ESPIRITUALIDADE


1. A espiritualidade e os dons. A espiritualidade de um crente não pode ser aferida pela manifestação dos dons espirituais. Pedro corrigiu esse equívoco logo nos primórdios da Igreja, quando o povo maravilhou-se ante a cura do coxo de nascença (At 3.1-11). Disse ele: “Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” (At 3.12). O apóstolo deixou claro que o milagre aconteceu não por seus méritos, mas através da fé em o nome de Jesus Cristo (At 3.16). O milagre é uma autenticação da mensagem do Evangelho para a salvação de vidas, não motivo de espetáculo (At 4.1-31).
Os pregadores primitivos acentuavam sempre o poder do Senhor ressuscitado. Nunca se viam a si mesmos como as fontes de tal poder, mas sim como canais do poder. Conheciam bem as limitações do que podiam fazer. Sabiam também que não havia limitações para o  que o Cristo ressuscitado podia fazer por meio deles e com  eles.Os crentes de Corinto possuíam variados dons espirituais (1 Co 1.7). Todavia, Paulo afirma que eles eram carnais: “Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?” (1 Co 3.3). Nossa espiritualidade não pode ser avaliada por atos miraculosos, mas mediante o fruto do Espírito, manifesto em nossa vida (Gl 5.22).
 2. Os dons espirituais sem o fruto do Espírito. Os dons espirituais e o fruto do Espírito devem caminhar juntos para que a Igreja seja plenamente edificada e o nome do Senhor, glorificado (Ef 2.10). Uma árvore é identificada e conhecida mediante os seus frutos (Lc 6.44). Portanto, só viremos a aferir a espiritualidade de um crente através de suas obras realizadas mediante o fruto do Espírito e não apenas por seus dons espirituais (1 Tm 5.25).
Os dons estão relacionados ao que fazemos para Deus, enquanto que o fruto está relacionado ao que Deus, através do Espírito Santo, realiza em nós, moldando-nos o caráter de acordo com a entrega incondicional do nosso inteiro ser a Ele, e de conformidade com as demandas de sua Palavra. Ser crente implica em se ter uma conduta condizente com a fé que ostentamos (Mt 5.16).

3. Imaturidade espiritual e os dons. No que diz respeito ao uso dos dons, há uma nítida distinção entre uma criança e um adulto na fé. Paulo adverte aos crentes de Éfeso para que não ajam infantilmente (Ef 4.14). Os “meninos na fé” são aqueles que ainda não se desenvolveram espiritualmente e requerem um cuidado especial, pois são mais vulneráveis aos ventos de doutrina.
Tais crentes experimentam tudo o que lhes é oferecido. São facilmente seduzidos por falsos mestres e doutores. Há, ainda, os que além de imaturos são carnais: deixam-se levar por novas ideias, princípios e atitudes sem respaldo bíblico, resultando isso em conduta corrompida. Em nome de uma falsa revelação, distorcem a verdade de acordo com suas conveniências pessoais (2 Tm 4.3,4).
 Em toda Igreja há certos membros que necessitam proteção. Existem os que procedem como meninos dominados pelo desejo de novidades; estão sempre à mercê da última moda em religião; sofrem o influxo da última pessoa com quem falaram; padecem a incapacidade
infantil para concentrar-se no essencial da fé. A história nos ensina que as modas populares em religião vêm e passam; mas a Igreja continua para sempre. A história nos diz que mestres e evangelistas itinerantes surgem e desaparecem; mas a Igreja continua sua marcha. O alimento
sólido da religião deve-se encontrar sempre dentro da Igreja.

III. OS PROPÓSITOS DOS DONS ESPIRITUAIS                                            

1. Edificar a Igreja. O que dizer dos que utilizam os dons para fortalecer o seu marketing pessoal? Os dons do Espírito Santo são concedidos para a realização da obra de Deus, expansão de seu Reino e edificação da Igreja de Cristo. A comercialização de coisas santas constitui-se num gravíssimo pecado (At 8.17-21). Muito cuidado, pois, com o que Deus lhe concedeu. Não o utilize para a sua promoção nem para o seu enriquecimento. Lembre-se: nada podemos fazer sem a graça de Deus em nossa vida.
 Muitos tem tentado usar o Espirito Santo para se promover e as conseqüências são terriveis vamos nos lembrar do exemplo de Simão que achou que podia adquirir os dons  Espirito Santo por meio de dinheiro e usa-los a seu bel prazer.
2. Promover a pregação do evangelho. Os dons tomam a pregação do Evangelho mais eficaz, pois confirmam a Palavra de Deus que está sendo proclamada (Hb 2.3,4). Infelizmente, muitos utilizam os dons, principalmente os de curar, para atrair multidões. Enquanto isto, a mensagem que leva o pecador ao arrependimento é deixada de lado. De que adianta ser curado no corpo e ter a alma lançada no inferno?
A pregação verdadeiramente bíblica e pentecostal é centrada em Cristo e na sua morte na cruz. Cremos na cura divina e na operação de maravilhas. No entanto, este é o maior milagre: o novo nascimento que Deus opera no coração do pecador mediante a ação do Espírito Santo. O compromisso do Espírito é com a “palavra da cruz”, “o evangelho da salvação” (Ef 1.13; 1 Co 1.18).
3. O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11,12). Os dons contribuem também para o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos crentes. Todavia, para que isso aconteça, temos de utilizá-los com sabedoria. Observemos, pois, a recomendação bíblica quanto ao seu uso: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40).

                                                        
                                                       CONCLUSÃO

Nesta lição, destacamos que Deus deseja conceder dons espirituais aos crentes. Vimos também a importância e o propósito destes. A Igreja, por conseguinte, precisa não apenas ensinar os crentes a usar os dons, mas também incentivá-los a buscá-los.
Você tem buscado com zelo, fervor e oração os dons espirituais? Carecemos deles para que o povo de Deus seja edificado, consolado e fortalecido.


Bibliografia:
Revista CPAD 2º trimestre
Comentario Biblico Barclay


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